Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 25/07/2017

Sedentarismo: um dos males do século

Ao longo da história, o termo “mal do século” representou diversas doenças que marcaram uma geração. Esse termo já foi sinônimo da peste negra, na Idade Média; da tuberculose, no século XX; e, mais recentemente, do câncer que ainda está em processo de superação. Nesse cenário, se insere o sedentarismo que, ao aumentar numa velocidade absurda e ter um caráter persistente, vem se tornando o mal do século atual. Dessa forma, é imperativo entender o que leva ao sedentarismo e o porquê de sua persistência para, assim, encontrar meios de superá-lo.

O filme Gilbert Grape ilustra como o sedentarismo pode se instalar na vida de uma pessoa. Apesar desse não ser o foco da obra, a mãe do protagonista, após do suicídio do seu marido, entra num processo de depressão - outro mal do século - e de isolamento social. Nesse contexto, ela se torna uma pessoa sedentária. Fora da ficção, impactos na vida emocional também tem uma grande influência para contribuir com uma vida sedentária. Por isso, estimular um convívio social aliado ainda à prática de atividade física, pode ser a porta de saída para o sedentarismo.

No Brasil, quase 50% da população é sedentária, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Essa é uma situação preocupante, mesmo que nem todos cheguem ao estágio de obesidade. Nesse sentido, além da influência emocional, já citada, o ritmo urbano muitas vezes também contribui para uma vida sedentária. Esse ritmo faz a população colocar a realização econômica em primeiro plano, assim, o tempo para uma atividade física regular acaba sendo comprometido e, novamente, a consequência é uma vida sedentária. Por tal motivo, esse mal tem se tornado persistente, a sociedade precisa conciliar uma vida ativa fisicamente à busca pelo desenvolvimento financeiro.

Torna-se evidente, portanto, que o sedentarismo é sim um dos males do século e, ao compreender suas causas e o motivo de sua permanência, deve-se trabalhar em formas para combatê-lo. Para tanto, o Ministério da Saúde deve criar e divulgar um projeto em que, pelo menos três vezes por semana, reúna pessoas com problemas emocionais para fazer atividades recreativas que envolvam movimento. Dessa forma, evitando que esses problemas culminem em uma depressão ou em uma vida parada fisicamente. Ademais, o Ministério do Trabalho deve promover palestras, em ambientes públicos e privados, com profissionais que ensinem métodos de organização pessoal e que mostrem a importância da atividade física para uma boa qualidade de vida, inclusive em questões financeiras. Dessa maneira, o sedentarismo deverá deixar de ser o mal do século e dará espaço para o próximo, que também será reconhecido, estudado e superado.