Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/03/2021

No desenrolar do filme “Wall-e”, é retratada uma população extremamente ligada aos meios tecnológicos, de modo que a prática de exercícios físicos e a movimentação era praticamente nula entre esses indivíduos. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista o negativo aumento do sedentarismo entre os brasileiros. Nesse sentido, esse fator, que deve ser eminentemente combatido, provém não só da omissão do Estado, mas também de uma falha na educação.                                 A princípio, convém ressaltar a escassez de medidas governamentais que enfrentem o sedentarismo. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à saúde, a ausência de ações, como as campanhas, as quais incentivem a prática de exercícios fisicos, impede que essa norma constitucional, na prática, seja plenamente evidenciada. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimento das leis. Em virtude disso, é inaceitável que esse cenário continue, tendo em consideração que muitas pessoas não se movimentam e nem se exercitam, na maioria das vezes, por conta do desprovimento de incentivos, fator que é extremamente nocivo, uma vez que pode agravar severamente os empecilhos na saúde, por exemplo, a obesidade e os problemas cardiovasculares.

Ademais, cabe avaliar a ausência de uma educação que reforce os males que o vício tecnológico pode causar ao corpo. Tal feito acontece, porque, sem uma educação que evidencie o quanto a utilização, sem pausas, de aparelhos tecnológicos pode ser negativa, os indivíduos têm a tendência de   não pararem de jogar “online” e nem de utilizarem as redes sociais para praticarem esportes. Nesse contexto, consoante o filósofo Immanuel Kant, a falta de investimento em educação contribui para o aparecimento de impasses sociais. Dessa forma, a ideia defendida pelo pensador não difere do contexto contemporâneo, tendo em conta que, com o advento da tecnologia, o sedentarismo passou a ser comum na sociedade brasileira. Logo, essa doença é extremamente prejudicial, dado que possui influências diretas no bem-estar das pessoas, podendo gerar problemas no humor.                                         Portanto, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover palestras, cujo tema, em detalhe, seria “a relevância das práticas esportivas”. Isso deve ser feito por meio das instituições escolares. Essa ação possui a finalidade de conscientizar a população brasileira, principalmente, no ambiente escolar, a respeito do quanto a sedentarização pode ser prejudicial. Assim, espera-se que os direitos dos cidadãos sejam devidamente assegurados, como antes previsto por Hobbes.