Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 11/06/2017
Durante a segunda fase do Romantismo, chamada de ultrarromântica, a tuberculose era considerada o “mal-do-século”. Em contraposição, atualmente, o sedentarismo é apontado como tal, devido ao seu elevado risco à saúde e ao seu grande alcance na população. Fatores de ordem histórica e tecnológica caracterizam a problemática.
Com o fim da Guerra Fria, ocorreu a hegemonia dos Estados Unidos e a difusão do capitalismo. Este, caracterizado pelo consumismo e pela busca pelo lucro, influencia a população a consumir cada vez mais produtos industrializados. Estes, muitas vezes, apresentam alto teor calórico que não será totalmente gasto pelas pessoas, ocasionando a obesidade e o sedentarismo. Tal fator pode ser ratificado pelo materialismo histórico, o qual sugere que o modo de produção determina as características da sociedade, defendido por Karl Marx.
De maneira análoga, o desenvolvimento tecnológico proporcionado pela Revolução Industrial também interfere nesse cenário. Apesar de o advento de novas tecnologias ter facilitado a vida do homem, este foi levado à diminuição dos gastos de calorias. Assim, a junção de alimentos muito calóricos com o aumento de horas em frente ao computador ou à televisão ocasionou em cerca de quase metade dos adultos no Brasil serem sedentários, segundo pesquisa do IBGE.
É notória, portanto, a relevância de fatores de cunho histórico e tecnológico na temática supracitada. Nesse viés, é fundamental que a escola, por meio da aulas de educação física, incentive a prática de esportes. Tal medida pode ser efetivada por meio do aumento da frequência dessas aulas e de torneios entre classes ou outras escolas com distribuição de medalhas e premiações. Além disso, é essencial que a mídia, em parceria com o governo, promova a conscientização da população acerca da importância de uma alimentação saudável e da prática de atividades físicas. Tal proposta pode ser aplicada, por meio de propagandas e anúncios nos principais veículos de comunicação.