Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/05/2017
É equívocado afirmar que o sedentarismo é o grande mal do século, pois, este deve ser considerado um malefício do uso exacerbado da tecnologia tanto nas relações de trabalho, quanto nas de família.
Com o advento da tecnologia da informação, a sociedade vislumbrou a facilidade de realizar a sua tarefa laboral, como por exemplo, o emprego da internet para dinamizar o funcionamento do terceiro setor da economia ligado à venda de serviços. Contudo, precebe-se que a reboque desse processo, surgiu uma pertubação na rotina de trabalho de um elevado número de pessoas, com efeito, observa-se que parte delas passaram a estender as suas jornadas de trabalho, inclusive, levando-as para os seus domicílios. Nesse contexto, esse processo está retirando dos indivíduos o tempo hábil para a prática de atividades física.
‘A família é a célula mãe da sociedade’. A frase de João Paulo estabelece uma relação que para se ter uma sociedade saudável, é necessário construir famílias equilibradas. Entretanto, por conta da cultura consumista em voga na sociedade, os pais são impelidos a comprarem para os seus filhos um grande aparato tecnológico, que por sua vez, eleva o indíce de obesidade infantil ocasionado pelo desinteresse das crianças para com a prática de brincadeiras que induzem a perda calórica. Portanto, por assim ser, verifica-se que esse fenômeno está propagando o sedentarismo às futuras gerações.
Diante disso,convém enfatizar que o mal do século não é o sedentarismo, mas sim,o uso equivocado da tecnologia.Nesse sentido,para se combater a causa do sedentarismo,o poder legislativo deve incluir na legislação trabalhista esse modelo de trabalho -executada no domicílio- de forma a garantir o limite de jornada de 40 horas semanais conforme preconizado na constituição.No que tange ao aspecto familiar, o Governo Federal deve adotar a estratégia utilizada contra o tabagismo,ou seja, vincular a mensagem que o excesso do uso da tecnologia gera sedentarismo e, malefício social causado pelo distanciamento das relações interpessoais.