Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/10/2020
É por meio de uma alimentação equilibrada que o corpo obtém energia e nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. No entanto, a alimentação do brasileiro está sendo prejudicada devida à busca por alimentos pouco nutritivos e a abstinência de atividade física. Deve-se, então, analisar o problema a fim de resolvê-lo.
O brasileiro é induzido ao consumo de alimentos de baixo valor nutricional desde os seus primeiros anos de vida escolar. Por mais que existam os projetos acerca da alimentação saudável nessas instituições, mais tarde eles se tornam pouco efetivos, visto que as cantinas desses estabelecimentos oferecem lanches rápidos os quais não oferecem benefício algum para a saúde das crianças. Para reafirmar o fato, dados do IBGE apontam que, 60% dos brasileiros preferem os alimentos mais gordurosos. É irrefutável que o péssimo hábito alimentar é consequência da improficuidade das campanhas alimentares dentro das escolas.
O sedentarismo é um fator de risco diante dessa temática. A prática de exercícios físicos é negligenciada, principalmente, porque o principal argumento em cima disso é a falta de tempo causada por maior parte do tempo ser dedicada ao trabalho. Um estudo do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), afirma que 72,9% dos homens e 81,9% das mulheres são sedentárias ou não praticam a quantidade de exercício suficiente durante o lazer. Sem dúvida, o descaso com o assunto é o fator secundário para o aumento do sedentarismo no ser humano.
Dentro desse contexto, a consequência quanto a desprimorosa dieta, prejudica os âmbitos social e individual. O Estado pode ter um aumento no número de gastos com a saúde pública em função do crescimento do contingente de doentes afetados por hipertensão, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. O PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) já define 40% dos brasileiros com ao menos uma dessas doenças crônicas. Fica claro que a despreocupação com a saúde desencadeia o surgimento de inúmeras patologias.
É evidente que o problema afeta o funcionamento do organismo. Diante disso, o Ministério da Saúde deve compremeter-se, em parceria ao Ministério da Educação, na fiscalização dos alimentos fornecidos nas cantinas das escolas com a finalidade de manter a qualidade nutricional alimentar nesses ambientes. Em outro lugar, o MEC através do contingente midiático deve promover campanhas educacionais por meio de novelas e propagandas na TV e redes sociais mostrando as reais sequelas e consequências advindas de uma vida sedentária. Desse modo, será possível atenuar os dados relacionados a esse mal e promover a qualidade de vida de muitas pessoas.