Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/11/2021
" O homem está condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao mundo, ele é responsável por tudo o que for “. A afirmação, atribuída ao filósofo e escritor Jean Paul Sartre, pode facilmente ser relacionada ao sedentarismo no Brasil, visto que é justamente a indiferença às consequências da responsabilidade que cristaliza essa problemática no corpo social. Nesse sentido, torna-se evidente que esse quadro tem origem inegável na mentalidade capitalista. Dessa maneira, entre os princípios que sustentam essa realidade, pode-se salientar o estilo de vida atual e o uso excessivo de tecnologia.
Dessa forma, torna-se claro como o estilo de vida aprofunda o sedentarismo na sociedade. Esse cenário surge das jornadas exaustivas de trabalho. Tem-se como consequência disso a manifestação de doenças ocupacionais, como dores nas articulações e má postura. Uma ilustração clara dessa problemática é que quase metade da população brasileira adulta, ou seja, em idade ativa para mão de obra produtiva, está sedentária, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além disso, percebe-se que o uso excessivo de tecnologia se estabelece na falta de prática de atividade física. Esse cenário ocorre, pois, parte da sociedade dispõe de tecnologia em muitos âmbitos da vida, como no lazer e entretenimento. Resulta dessa situação um comodismo e indiferença para realizar atividades que necessitam maior desgaste físico, consequentemente maior gasto calórico, uma vez que, a tecnologia promove praticidade. Exemplifica-se essa vicissitude a partir da obra cinematográfica Wall-e, que representa uma realidade futurista tecnológica inteiramente interligada às pessoas, agravando o sedentarismo e consequentemente a qualidade de vida.
Mediante do exposto, percebe-se como o sedentarismo se apronfunda na mentalidade capitalista. Para combater esses empecilhos, é necessário que o governo federal atue por meio de um Plano Nacional de Incentivo à Atividade Física, que, a partir do Ministério da Saúde, promova o incentivo à inclusão de esportes, a fim de reduzir o sedentarismo e doenças relacionadas. Ademais, ainda nesse plano, o Ministério da Educação deve agregar à Base Comum Curricular, ao propor o incentivo às práticas físicas aliadas à tecnologia, com a finalidade das gerações futuras alcançarem o equílibrio entre a saúde e o digital. Assim, a responsabilidade mencionada do filósofo supracitado terá consequências positivas no que tange o atual impasse.