Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 04/04/2021

No filme Lorax, os seres humanos devido à poluição são obrigados a se locomoverem em automóveis fechados, tonando-se extremamente sedentários e dependentes das tecnologias, de modo a desenvolverem graves doenças em decorrência da falta de exercícios físicos, diminuindo assim os seus anos de vida. Fora da ficção, o sedentarismo, analogamente, transformou-se em um problema de saúde pública, tendo como consequência o aumento dos casos de obesidade infantil, estes em virtude do uso exacerbado da tecnologia por parte das crianças, e da ocorrência de problemas ósseos e cardiovasculares em adultos de faixas etárias em que seria incomum a presença deles.

Assim, semelhante ao que aconteceu no filme, o uso descontrolado de aparelhos tecnológicos tem ocasionado nas crianças hodiernas um aumento dos casos de diabetes, hipertensão e doenças mentais, como a depressão e a antissocialidade, causados, em sua maioria, devido ao excesso de peso. Em conformidade com isso, uma reportagem do El país, do ano de 2019, aponta que mais de 80% dos jovens não praticam a quantidade mínima de atividades físicas necessárias para um bom funcionamento do corpo, sendo os agentes causadores os tablets, videogames e celulares, uma vez que 83% dos menores de 18 anos usam alguma tecnologia regularmente, segundo uma pesquisa feita pela TIC Kids. Evidenciando, então, a urgência em se criar limites para o uso das modernizações cientificas, tendo em vista a toxicidade delas para o desenvolvimento físico e mental dos futuros adultos.

Ademais, o foco excessivo no trabalho é também um dos pontos a se destacar em relação ao sedentarismo, uma vez que os maiores de idade, seguindo a filosofia de que tempo é dinheiro, se esquecem de cuidar do bem estar físico e metal, ocasionando, assim, o declínio das suas condições de saúde. De modo a se destacar a necessidade de uma intervenção na rotina estressante e desgastante, que impossibilita a prática de exercícios físicos, da maioria dos adultos do século XXI.

Logo, mediante as necessidades apresentadas, faz-se dever do Ministério da saúde (MS), órgão responsável pelo cuidado com a saúde da população, a ministração de campanhas publicitárias que relacionem o excesso do uso de tecnologias ao declínio da saúde pública, dando-se destaque às doenças infantis, a fim de conscientizar os pais acerca da importância de se combater o sedentarismo infantil. Além disso, também é imprescindível que o MS, em parceria com o Ministério do trabalho, invista na prática de saúde ocupacional, focando em exercícios para as articulações e para o coração, por parte dos trabalhadores, visando assim combater os malefícios da rotina desgastante que levam, isto é, do sedentarismo, responsável pela diminuição da expectativa de vida dos adultos.