Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 30/05/2017

Entre os mais graves e complexos problemas brasileiros, o o sedentarismo constitui, sem dúvida, um mal que parece indissolúvel. Por um lado, a eclosão tecnológica resultou em plausíveis soluções para o crescimento do capitalismo econômico e a interação sociocultural no Brasil. Em outra visão, junto a tecnologia, tornou-se notório o crescimento exorbitante do sedentarismo na sociedade, corroborando para o surgimento de problemas físicos e biológicos. Sendo assim, diretrizes que formulem soluções são necessárias para a quebra do conformismo existente.

É fato que a internet promove o altruísmo e a distribuição de informações para o meio social. Contudo, o uso desenfreado por grande parte dos cidadãos demonstrou seu lado vilão e apresentou seus pontos negativos a visão da humanidade. Isso porque a interação excessiva com os jogos virtuais, videogames e as redes sociais, contribui para a diminuição da mobilidade física social e outorga o aumento do sedentarismo, acarretando efeitos maléficos como, por exemplo, obesidade, problemas cardiovasculares - devido ao excesso de calorias - depressão e distúrbios neurológicos, devido ao vício do acesso as redes sociais e a falta de atividades físicas.

Além disso, junto aos fatos supracitados é possível fomentar o aumento do conformismo adotado em meio ao cenário existente. Sendo assim, conforme apresentado pelo IBGE, 46% dos adultos dos país são sedentários, atribuindo uma média de 67,2 milhões de indivíduos, a qual é um absurdo. Dessa forma, é notório analisar o abandono concernente a “Ditadura da Beleza” e a falta de atividades físicas, rompendo a busca por um padrão estético e saudável, visto que de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) com uma perda abaixo de 2.200 calorias por semana, é considerado um quadro de sedentarismo e um futuro processo para a obesidade e suas problemáticas - hipertensão e acúmulo de gordura nos órgãos.

Mediante a isso, diretrizes que formulem mudanças são necessárias para a solução desse impasse, sedentarismo: o mal do século. Para isso, a longo prazo, é imprescindível a atuação governamental em relação a mídia e a internet, através da persistência de propagandas nas redes sociais e programas de TV, incentivando a busca por atividades físicas como, por exemplo, caminhadas, natação, ciclismo e etc, com o intuito de amenizar o processo de sedentarismo por meio da mídia. Ademais, cabe à escola promover a proliferação da temática com os alunos desde sua fase precoce, em um processo a curto prazo, por meio de palestras com pais e estudantes, expondo os males do sedentarismo e as possíveis soluções para não ir de encontro a essa problemática, a fim de reduzir os índices de indivíduos sedentários e estimular caminhos para uma vida saudável.