Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 01/06/2017

Enquanto durante a Idade Antiga os gregos tinham uma preocupação exacerbada com o físico, no século XXI, especialmente no Brasil, o sedentarismo se tornou um grave problema de saúde pública a ser driblado. O sedentarismo se caracteriza pela falta ou quase inexistência de atividades físicas e essa situação se intensifica ainda mais com a má alimentação da maioria dos brasileiros, o que ocasiona outros problemas de saúde, como a diabetes, a hipertensão e o alto colesterol, por exemplo. Assim, essa falta de incentivo à atividade física aliada à péssima alimentação corroboram com o grande mal do século, o sedentarismo.

Em primeiro plano, é importante observar que o novo estilo de vida do homem na pós modernidade é marcado pelo uso exagerado de aparelhos eletrônicos e pela dedicação exagerada ao trabalho, dessa forma, não sobra tempo para praticar exercícios ou cuidar da saúde de modo correto, essa situação já, inclusive, foi criticada por Einsten, que afirmou: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade”. Ademais, acompanhada da ingestão incontrolada de alimentos industrializados e fast-foods, que oferecem certa praticidade no cotiado, mas que não possuem valor alimentício e nem são ricos em macro e micronutrientes, o sedentarismo corrobora com problemas de saúde preocupantes e que agravam, cada vez mais, o sistema brasileiro de saúde, como  é o caso da diabetes, da hipertensão e das doenças cardiovasculares, por exemplo.

Outrossim, a ausência de incentivos aos esportes no atual cenário brasileiro também colabora com o problema. É notório que muitos pais não tomam atitudes severas quando os filhos se encontram viciados em aparelhos eletrônicos, bem como é visível a quase inexistência de políticas públicas que promovam a presença de um espírito esportivo nas escolas e a obrigatoriedade desses. Segundo Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”, seguindo esse raciocínio, instigar crianças e jovens desde cedo à adotarem as atividades físicas e a preocupação com a saúde como estilo de vida é essencial.

É evidente, portanto, a necessidade de medidas que combatam o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde e da Educação promover campanhas escolares a respeito da primordialidade de cuidar da saúde por meio de exercícios físicos, essas poderiam incentivar competições esportivas entre as escolas e a formação de times que representem-nas em cada modalidade, por exemplo. Cabe aos meios midiáticos, por sua vez, propagandas informativas que falem sobre as consequências do descuido com relação ao corpo e do risco existente em ser sedentário, bem como que incitem os cidadãos a fazerem uma autoavaliação sobre o próprio comportamento diante dessa problemática.