Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 05/06/2017

Inércia orgânica

Ao analisar o tema sobre a população sedentária vê-se que ele não é um problema atual. A situação viu-se agravada no século XX e XXI, visto as notáveis mudanças no padrão de vida das pessoas como, por exemplo, na forma de alimentação. Nesse sentido, faz-se necessário chamar a atenção da sociedade para os riscos de uma vida sem atividades físicas.

Biologicamente, o ser humano sempre teve tendência ao sedentarismo, uma vez que tal condição evitaria perdas de energia. Outro fator que pode ter contribuído para o aumento do número de pessoas sedentárias refere-se às transformações, ocorrida na Revolução Industrial, na forma de locomoção dos indivíduos, passando a ser automotiva com a introdução do carro na época.

Ademais, com o advento e desenvolvimento da tecnologia, o problema do sedentarismo tomou proporções maiores, atingindo quase metade da população brasileira, segundo dados do IBGE. Tal fato também é reflexo, além do incentivo ao consumo de alimentos industrializados pela indústria, da falta de investimentos em políticas públicas de incentivo ao esporte e à atividade física.

Nesse sentido, é suma importância ressaltar as diversas consequências negativas que a condição de sedentário pode trazer ao organismo do indivíduo, visto que tal situação é porta de entrada para diversas outras doenças como, por exemplo, problemas cardiovasculares e nas articulações. Fato que preocupa diversos profissionais da saúde.

Torna-se evidente, portanto, que o contexto da inércia da população brasileira é uma problemática a ser resolvida. Segundo William James, “O ser humano pode alterar a sua vida mudando a sua atitude mental.” Dessa forma, o Ministério da Educação, junto com os meios de comunicação, poderia criar propagandas de conscientização sobre os perigos de não fazer exercícios para a população a fim de incentiva-la à prática esportiva. Por fim, o Governo deveria fazer parceria público-privadas com empresas de equipamentos esportivos, diminuindo o preço de bicicletas entre outros, com o intuito de torná-los mais acessíveis a todos. Talvez assim, o Brasil possa ter uma sociedade mais ativa.