Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 05/06/2017

A transvisão para mudança

Quando o poeta Manoel de Barros diz “É preciso transver o mundo”, percebe-se a premência de um novo olhar ser dado às situações do cotidiano social. Diante disso, surge a questão do sedentarismo no Brasil - que necessita passar a ser visto como um possível mal do século. Isso porque o desenvolvimento tecnológico, verdadeiro causador do problema, pode trazer realidades negativas às vítimas desse quadro.

Vê-se, de início, que os avanços da ciência proporcionam maior conforto aos humanos. Os dispositivos Skype e Whatsapp, por exemplo, possibilitam a comunicação entre pessoas através de vídeo-chamadas de longa distância, em detrimento dos “demorados” encontros tradicionais - os quais costumam exigir mais movimentação antrópica. Assim, se antes o sábado era um dia reservado para pesseios no parque, hoje as famílias geralmente preferem ficar em casa conversando on-line ou fazendo outras tarefas que não demandam tanto esforço físico. Dessa forma, quando analisado a quantidade de ferramentes voltadas ao facilitamento da vida humana, a decorrente falta de atividades físicas indubitavelmente está corroborando com a fixação do sedentarismo no país vigente.

Nesse sentido, urgem consequências à saúde dos indivíduos afetados por essa conjuntura. Conforme alega o filósofo Platão, o ponto social que realmente irmporta é ter uma rotina com qualidade de bem-estar. Entretanto, o posicionamento de inatividade da população, que, segundo o IBGE, é comum à quase 70 milhões de brasileiros, traz, muitas vezes, uma piora às condições de vitalidade. Isso se traduz no aparecimento mais frenquente de doenças, como as cardiovasculares. Sendo assim, para mitigar o problema, a persuasiva mídia poderia abrir discussões sobre a relevância dos exercícios. Tal ação deve ocorrer por meio de publicações em jornais ou em programas com a temática saúde.

Destarte, toda essa realidade deve ser transvista como um grande contratempo que precisa ser resolvido. Para tanto, somente ações da mídia não bastam. Logo, cabe ao governo, na figura do Ministério da Saúde, oferecer subsídio às academias que, economicamente, tornarem suas ferramentas mais acessíveis à população. Esse ato, em conjunto com a divulgação dos benefícios da atividade física, tenderá a colocar mais indivíduos em uma rotina ativa e, por consequência, não sedentária. Ademais, o Ministério do Esporte poderia fazer parceria com colégios para, gradativamente, levar, a todos eles, um programa que ofereça práticas esportivas, bem como a conscientização de sua importância. Tudo isso deverá ocorrer em períodos extraescolares. Assim, certamente, o sendentarismo perderá o título de possível mal do século.