Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/05/2021
Crescente fértil, berço da civilização, foi a região onde a Revolução Agrícola deu início ao processo de sedentarização do homem. Contudo, o que deveria ser a maior conquista da humanidade se tornou um problema de saúde impulsionada pela Revolução industrial e os adventos da tecnologia. A perspectiva aludida é vivenciada em solo brasileiro, à medida que o sedentarismo é reforçado pela falta de estímulos às atividades físicas e a inserção cada vez mais precoce no meio digital, corroborando a manutenção da problemática.
Em primeiro plano, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) a prática de atividades físicas é um dos principais fatores para combater o desenvolvimento da depressão. Visto que, ao se exercitar fisicamente o corpo libera endorfina – neurotransmissor da sensação de prazer e felicidade –, além de promover melhor sociabilidade do indivíduo. Uma das principais causas para a baixa adesão do público é a falta de destinar espaços adequados para a promoção das atividades.
Outrossim, a criação e desenvolvimento de novas formas tecnológicas e sua ampla disseminação termina por consolidar a falsa necessidade contemporânea desses aparatos para sobrevivência e sucesso humano. À luz da perspectiva do filósofo francês Jean Jacques-Rousseau, é na primeira infância que por instinto surgirá o desejo daquilo que for julgado necessário para sua conservação. Logo, a inserção prematura de indivíduos nos meios digitais fomentará uma dependência e comprometerá sua autonomia e capacidade física.
Portanto, infere-se que medidas mais holísticas em relação à problemática discutida devem ser viabilizadas, a fim de desmitificar o assunto. Assim, em linhas gerais, cabe ao Ministério da cidadania, por seu cunho gerenciador, por meio de políticas públicas implementar academias gratuitas em praças públicas, além de promover e divulgar oficinas em centros multiesportivos a fim de inserir a população em novos estilos de vida, para só assim chegar a uma homeostase cidadã.