Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2021

Prevenção de doenças, bom funcionamento do organismo, auxílio na manutenção do peso: benefícios que provém dos exercícios físicos. Assim como no Romantismo o pessimismo foi considerado o mal do século, a realidade sedentária de grande parte da população brasileira pode ser o novo mal. Desse modo, vale ressaltar que esse cenário retrógrado se deve à inércia governamental quanto ao vício tecnológico.

Para entender esse cenário, é preciso, antes de tudo, destrinchar os diversos fatores que o provocaram. Nessa perspectiva, tem-se que os mecanismos estatais mostram-se inertes no que diz respeito à elaboração de políticas públicas capaz de sanar o impasse. Assim, em contraste com o que defendia o sociólogo Thomas Hobbes, o Estado tem falhado no papel de garantir o conforto da sociedade, visto que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil está na quinta posição na classificação mundial de sedentarismo. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de melhor qualidade de vida para todos.

Ademais, destaca-se a naturalização de determinados comportamentos como o principal causador do problema. Conforme Hannah Arendt, em “A banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Sob tal ótica, uma comunidade, habituada a trocar tênis de corrida por celulares e videogames, encara a inatividade física como algo inerente à realidade do país, gerando, por sua vez, a naturalização de comportamentos que prejudicam a saúde dos cidadãos. Assim sendo, torna-se nítida a necessidade de mudança da mentalidade coletiva, para que a postura do povo brasileiro, citada por Hanna Arendt em sua criação deixe de ser verídica.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação realizar, em parceria com o Legislativo, por meio da aprovação de um projeto de lei, fomentar o ensino sobre as consequências da dependência digital dos jovens e como isso afeta a saúde pública. Tais aulas serão ministradas em forma de palestras, por psicólogos e filósofos, visando a redução dessa problemática no território nacional. A partir disso, a problemática será amenizada, ou na melhor das hipóteses, solucionada.