Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 09/06/2017
“hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos”. Trecho da música “Tempos Modernos” de Lulu Santos, retrata com clareza a rotina de grande parte da população, que com as mudanças provocadas pelas tecnologias aderem cada vez mais à práticas como o sedentarismo, diretamente ligado à falta de tempo e hábitos de vida não tão saudáveis. Comum nas grandes cidades, problemas como a obesidade, diabetes e hipertensão fazem parte da nefasta estatística que abrange mais da metade da população mundial.
A grande mudança de patamar gerada pela onda “fitness”, levou um número expressivo de pessoas para as academias e nutricionistas, a fim de mitigar os efeitos do sedentarismo e promover um culto à beleza. No entanto, não é o observado nas ruas, onde a maioria das pessoas ainda não atentaram para os riscos de se viver sedentário e, juntamente com a quantidade de restaurantes de comida rápida espalhados pelas cidades, dificulta ainda mais as chances de estabelecer uma vida salutar.
As facilidades geradas pelas tecnologias, promoveram uma inversão nos valores da sociedade. Pedir comida em casa, não precisar mais sair para fazer comprar ou ir ao cinema, são exemplos notórios do quanto o mundo avançou em direção ao sedentarismo. Por mais que pareça um grande passo, seu uso desordenado acarreta graves consequências para a saúde, além de diminuir a interação humana, cada dia mais escassa na sociedade, tornando as pessoas mais individualistas e isoladas.
Sendo assim, a prevenção e o combate ao sedentarismo são práticas que devem ser inseridas desde os primeiros anos escolares. Apoiadas pelas prefeituras, as palestras educativas voltadas para a saúde são um importante instrumento para a conscientização de crianças e jovens. Bem como a mídia com seu alto poder de convencimento, deveria controlar a disseminação de propagandas voltadas para o consumo e incentivar à prática de exercícios não só para a estética, mas principalmente para uma vida saudável.