Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/05/2021
A sociedade se encontra em uma nova era tecnológica, sendo notável o crescimento da humanidade perante esse fator, uma vez que há um constante progresso não desenvolver da mesma. Contudo, essa fase trouxe desafios para os cidadãos, entre eles destaca-se o chamado sedentarismo, que assola 60% da população mundial, visto que a prática de exercícios foi negligenciada em prol dos instrumentos tecnológicos. Todavia, essa comorbidade evidencia uma falta de responsabilidade dos requisitos com a própria saúde e as péssimas estruturas fornecidas pelo governo para a realização de atividades físicas.
Sob esse viés, vale ressaltar que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 46% dos adultos do país são sedentários, e essa classificação se dá pelo gasto calórico semanal, que precisa ser maior que 2200 calorias por semana, tornando incontestável a falta de exercícios. Esse déficit tomou proporções maiores a partir da revolução 4.0, já que a população coloca em segundo plano a prática ao esporte, colocando em risco a própria saúde, consoante ao fato de que o sedentarismo aumenta o risco de problemas cardiometabólicos como uma alteração do metabolismo da glicose, ganho de peso, o aumento da pressão arterial e do risco de infarto, deixando o indivíduo à mercê por consequência de um descuido com o bem-estar, podendo ocorrer-lo a uma morte precoce.
Ademais, os governos municipais não investem em pontos de treino para a prática de atividades físicas, complicando a vida dos cidadãos que não possuem renda para pagar por um adequado local, influenciando negativamente no índice de sedentarismo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o ideal é que cada pessoa prática ao menos 150 minutos de exercícios durante uma semana, entretanto, a realidade não condiz com o analisado, de modo que os munícipes ficam à deriva de uma posição governamental, que , no cenário atual, não responde a favor do desenvolvimento das áreas esportivas. Com base no exposto, a diferença de classes se realça, pois a periferia não possui recursos como as classes mais altas, fazendo com que uma probabilidade de se encaixarem no quadro de sedentarismo se torne maior,
Portanto, o Estado deve tomar providências reais, através de uma intervenção municipal, onde os prefeitos devem conscientizar a população sobre a importância dos exercícios físicos através das escolas e escolas, incentivando os alunos a entrarem no mundo dos esportes. Além disso, devem instalar em cada bairro centros esportivos públicos, com academias, quadras e materiais, disponibilizando professores semanalmente para uma determinada atividade como futebol, vôlei e musculação, seguindo um horário pré estabelecido pelo governo, com o intuito de oferecer momentos de lazer e saúde para aos cidadãos brasileiros, assim como uma intervenção para o crescente sedentarismo.