Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 11/06/2017

Segundo o sociólogo Émile Durkheim a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo”. Nesse sentido, nota-se, atualmente, o adoecimento dessa conjuntura social, uma vez que tornou-se frequente o aparecimento de doenças crônicas como a obesidade, a diabetes e a hipertensão associadas ao sedentarismo e má alimentação da população. Logo, essa situação reflete diretamente na qualidade e expectativa de vida dos indivíduos.

Em primeiro lugar, cabe citar a Revolução Verde que promoveu a mecanização do campo o que provocou o deslocamento do meio rural para o meio urbano. Assim, nota-se a mudança do estilo de vida das pessoas que antes eram acostumadas a realizarem diversas atividades que exigiam esforço físico, agora não precisam realizar mais tais esforços, pois o meio urbano proporcionou maior comodidade através dos meios de transporte e da maquinação do trabalho. Nesse âmbito, observa-se o comodismo do ser humano que não realiza nem o mínimo de atividade física para movimentar o corpo, logo é comum que a expectativa de vida se reduza, além dos variados problemas de saúde relacionados a inatividade.

Em segundo lugar, cabe citar os excessos alimentares da população agregados à má qualidade nutricional das opções dos alimentos, que contribuem para acentuação das enfermidades. Isso é ocasionado pela alta disponibilidade alimentícia, além da falta de tempo dos indivíduos. Esse quadro está totalmente associado às consequências da vida moderna, pois, em virtude da longa jornada de trabalho, há necessidade de comidas rápidas e práticas. Diante disso, ressalta-se o agravamento da saúde dessas pessoas, uma vez que também não realizam exercícios físicos, e ainda possuem um excesso calórico diário.

Fica evidente, portanto, que o organismo biológico da sociedade está gradualmente doente devido às transformações tecnológicas usadas para facilitar a vida dos cidadãos. Todavia, trouxe consigo consequências negativas para a saúde dos mesmos. Dessa forma, cabe ao Governo realizar políticas de saúde, que visem a promoção da conscientização e o esclarecimento das causas do sedentarismo. Uma solução poderia ser por meio de feiras esportivas nas escolas e nas comunidades, incluindo a participação de todo corpo docente e familiar. Além disso, é preciso que o Ministério da Saúde realize o mapeamento das regiões que mais possuem casos de doenças relacionados ao mau estilo de vida. Assim, criando centros de recuperação nessas áreas, disponibilizando educadores e nutricionistas a fim de atenuar o problema. Ademais, o Ministério da Educação pode realizar campanhas nas escolas com a finalidade de ensinar os alunos sobre a importância da atividade física e da boa alimentação.