Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 13/05/2021

No filme “WALL- E”, da companhia Disney, é retratado um cenário de sedentarismo extremo causado pela infiltração tecnológica em todos as áreas da vida humana, nele toda a população vive dependente de telas e consome somente alimentos de máxima industrialização. Fora da ficção, percebe-se na contemporaneidade um movimento direcionado cada vez mais ao mínimo esforço, que foi reafirmado com as facilidades advindas das inovações científicas que, porém, também gerou polos sobre essas circunstâncias. Visto isso, faz-se crucial a discussão acima das causas do sedentarismo moderno e como isso afeta o meio social.

Em primeiro plano, é notável como a tecnologia é essencial no cotidiano moderno, entretanto tal fator representa tanto impactos benéficos quanto maléficos no âmbito atual. Desde a segunda Revolução Industrial, datada em 1850,  novas tecnologias iniciaram um processo de facilitação da vida urbana, como a invenção da lâmpada incandescente ou criação dos novos meios de comunicação, aspecto que gerou muita praticidade mas que, ao mesmo, tempo exigiu cada vez menos da atividade manual e física dos indivíduos no dia a dia.

Ademais, as consequências do sendentarismo contemporâneo são extremamente preocupantes para a sociedade. De acordo com a OMS aproximadamente 60% da população mundial sofre da problemática, além de seus impactos na saúde - 10% de diabéticos, 28% sofrem de hipertensão e 22% de tabagistas - portanto, nota-se de que maneira a falta de atividade pode potencializar grandes ricos para o planeta. No Brasil, segundo o IBGE, o problema também se evidencia sendo 46% dos adultos considerados sedentários.

Logo, urge que o Ministério da Saúde tome ações que revertam esse cenário, através de projetos de construção de áreas  próprias para atividades físicas pelo financiamento governamental, como parques, que sejam acessíveis a todos,  em prol da saúde da população. Somente assim as circunstâncias atuais não chegaram a realidade de “WALL-E”