Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/06/2017

A ideia de que o sedentarismo é fonte de grandes problemas de saúde não é nova. Desde a antiguidade, os gregos já preconizavam a necessidade de um corpo sadio, como forma de garantir a saúde e uma melhor qualidade de vida. A Academia de Platão ou o Liceu de Aristóteles já possuíam a atividade física como parte fundamental no desenvolvimento sadio de seus alunos. Neste sentido a frase “Mens sana em corpore sano” é, até hoje, algo a ser lembrado e perseguido, mormente nos dias de hoje, onde milhões de pessoa adoecem com problemas derivados do sedentarismo, como hipertensão e obesidade.

Em primeiro lugar, deve-se destacar a evolução tecnológica vertiginosa, sobretudo no último século, que mudou radicalmente a forma de vida quotidiana e a relação das pessoas com o próprio corpo. Mudou-se a forma de trabalho, que durante a história do homem sempre foi algo físico como a colheita, a caça e hoje se concentra em escritórios fechados em frente a computadores. Desta forma, passa-se todo o dia sem praticamente ver a luz do sol, quanto pior, praticamente sem se mover de sua cadeira. Vive-se numa cultura que somente valoriza a produtividade, muitas vezes em detrimento da saúde, seja ela física ou mental. Isso fica demonstrado pelos níveis cada vez mais elevados de hipertensão, doenças cardíacas e depressão que, apesar de todos os esforços, não param de crescer. O homem, passa como percebeu o filósofo alemão Heidegger a ser refém da técnica.

Ademais, deve-se ressaltar que isso ocorre de forma cada vez mais intensa também com as próprias crianças que, ao invés de jogos e brincadeiras, cada vez mais são substituídas por programas de televisão, internet e jogos eletrônicos. Brincadeiras que ajudariam a desenvolver a vida coletiva e, concomitantemente, o próprio desenvolvimento físico são abandonados por atividades solitárias, onde as crianças passam todo o dia praticamente imóveis e solitárias.

Portanto medidas são necessárias para resolver a questão. Em primeiro lugar, o Governo Federal, através a Fazenda Pública poderiam admitir incentivos para empresas que estimulem atividades físicas e, desta feita, promover uma melhor qualidade de vida de seus funcionários. Isso pode ser feito com projetos de ginástica laboral no próprio ambiente de trabalho, ou com a criação de espaços, como piscinas ou academias, onde o funcionário possa dedicar alguns momentos para se exercitar. Ademais, espaços de lazer poderiam ser criados pelas Prefeituras, dentro das especificidades de cada região, como parques ou piscinas públicas, onde crianças e adultas pudessem relaxar e, ao mesmo tempo, adquirir um modo de vida mais equilibrado e saudável. Talvez assim, com estas medidas simples, o sedentarismo possa ser combatido e visto como símbolo de uma época que foi superada.