Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 21/05/2021
De acordo com Thommas Hobbes o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, quando se observa a questão do sedentarismo na atualidade nota-se que o princípio imposto por Hobbes não se concretiza na prática. Certamente, os males que a internet trás, junto da mal administração por parte dos usuários são contribuintes para essa problemática. Assim, o Governo como principal representante comum entre todas as classes da população é também, seja principal interventor, seja principal agravante do problema.
Precipuamente, com o surgimento do mundo globalizado, pós guerra fria, se tornou muito fácil possuir um objeto eletrônico portátil e, como algo comum entre os cidadãos, as empresas tornaram-se cada vez mais flexíveis à essa geração atual, expandindo para junto dos portáteis. Além disso, no documentário “dilema das redes”, mostra como as plataformas, como Facebook e Twitter, são construídas com inteligências artificiais (IA) e como elas manipulam os usuários à passar o máximo de tempo possível lá. Destarte, no presente cenário entre os jovens e adultos, eles são fisgados por essas IA’s e veem-se manipulados a passar a maior parte do seu tempo “deslizando” uma tela de maneira quase inconsciente do tempo, trocando quaisquer outras atividades por essas práticas que geram um prazer momentâneo.
Outrossim, no contexto pandêmico do Covid-19 a popularidade dos aplicativos de delivery se popularizaram de maneira absurda e foram adotados visto sua praticidade e questão do isolamento social. Ademais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerda de 60% da população mundial é sedentária. Analogamente, os prejuízos trago com a praticidade da tecnologia tornaram a população preguiçosa e cada vez mais fixa à sua casa. Além do mais, as IA’s presentes em redes sociais utilizam de mecanismos do cérebro humano, por exemplo, a dopamina (hormônio de prazer a curto prazo) que é liberada ao recarregar a página, sendo passageira necessita de manutenção, causando vício e prendendo o indivíduo ali parado querendo receber mais dosagens, atividade que poderia ser trocada por algo saudável e preventivo ao sedentarismo, como uma caminhada.
Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o Ministério da Educação e o Governo devem criar uma campanha de conscientização, por meio de palestras e atividades interdisciplinares com o envolvimento de atividades físicas nas escolas, e alertar também através de propagandas nas redes midiáticas com o intuito de avisar à população sobre os males das redes sociais e sedentarismo, para conciliar um uso mais consciente e saudável e, na primeira situação, tornar a prática física algo divertido e informativo para os estudantes desde a educação infantil.