Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 26/06/2017

É indiscutível que o sedentarismo representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada e urgente nos dias atuais. Isso se evidencia não só pelo alarmante número de brasileiros sedentários, como também pelos inúmeros problemas de saúde acarretados por esse problema social.

As pesquisas exibem números preocupantes. Quase metade da população brasileira não pratica nem sequer o mínimo de atividades físicas necessárias por dia, evidência clara da cultura apática a que o ser humano tem se submetido no século XXI. Esse novo modo de vida é sustentado pelo excessivo conforto e facilidade que a modernização e as novas tecnologias proporcionam, como por exemplo, o uso desenfreado de smartphones e a crescente preferência do brasileiro em se locomover, mesmo a distâncias curtas, por meio de automóveis, fatos que demonstram a acomodação cada vez maior da sociedade.

Vale também ressaltar os numerosos riscos de saúde que a falta de práticas físicas desencadeia, como problemas cardiovasculares, aumento do risco de infarto e em casos extremos, alguns tipos de câncer. Esses são prejuízos que, unidos, contribuem para a mortalidade precoce do indivíduo e que portanto, tornam esse impasse extremamente nocivo ao tecido social.

Dessa forma, é imprescindível que haja intervenção por parte de Governo Federal, para que esse dilema seja resolvido. Isso deve ocorrer através da aplicação de maiores investimentos no esporte, pois, segundo o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Sendo assim, o Estado deve, em parceria com o MEC, instituir programas nas escolas que estimulem a prática de exercícios através da criação de “mini olimpíadas” que incluam crianças de todas as idades, porém, para que isso aconteça, os espaços esportivos escolares, que encontram-se em sua maioria em condições precárias, devem ser reformados e ampliados, a fim de que o número de brasileiros sedentários diminua gradualmente.