Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/06/2017

A obesidade da população brasileira é uma temática que tem recebido destaque na no cenário atual. Sob um ponto de vista histórico, observa-se que, ainda na Idade da Pedra, o homem possuía um comportamento nômade e tribal, tais circunstâncias faziam com que este fosse obrigado a caçar seu alimento, construir sua própria casa e realizar atividades de cunho braçal. Milhares de anos depois, na Grécia antiga, o homem cultivou a prática da atividade física, que aliada ao primor às formas corporais perfeitas, junto a outros motivos históricos, deu origem aos Jogos Olímpicos. No decorrer dos séculos, a extinção do hábito de praticar atividades que exijam movimentação corporal, resultou na principal causa do sobrepeso: o sedentarismo.

A dinâmica da vida mudou. O avanço da tecnologia impactou o transporte, a alimentação e a vida profissional, fazendo com que as distâncias diminuíssem, anulando a necessidade de longas viagens a pé, a comida estivesse pronta a um “clique” o telefone, a exemplo do aumento do consumo do Fast Food - alimento industrializado, comprado pronto e, muitas vezes, entregue na residência do comprador-, que revolucionou os hábitos alimentares da população de forma geral, transformando assim o modo de sobrevivência no âmbito social.

Em vista disso, Pode-se relacionar uma das mais importantes citações do filosofo Jean Jacques Housseau “O homem é produto do meio”, para ratificar a ideia de que o homem moderno vive de acordo como a sua forma de vida permite. Uma rotina intensa não da oportunidade de passar horas na cozinha preparando uma alimentação saudável, nem tão pouco, na academia se exercitando. Os dados da Organização Mundial da saúde revelam um alerta a toda a população do país, que está acima do peso, a começar pelas crianças, que em seu cotidiano recorrem aos alimentos processados (salgadinhos, refrigerantes, frituras), em todas as suas refeições. Ademais, o contato prematuro destes com o álcool e o tabaco é um problema que repercute no aumento do peso e doenças relacionadas, como hipertensão e depressão.

É imprescindível, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de extinguir este revés. Por parte do governo, é necessário que campanhas de alerta conjuntas com o Ministério da Saúde sejam promovidas, bem como a fiscalização da industrialização de alimentos, criando normas regulamentando os níveis de gordura e açúcar nas produções. Cabe também à escola o papel de conscientizar as crianças, em relação ao descontrole do peso e suas consequências para o bem estar do corpo e da mente, como também à família no controle da alimentação e rotina de atividades físicas, com o fito de prevenir a obesidade em todas as idades.