Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 13/06/2021

Durante o Iluminismo - movimento social ocorrido na Europa Ocidental do século XVIII - teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. No entanto, na contemporaneidade, quando se observa a questão do sedentarismo, nota-se que esse tema se apresenta antagonicamente aos ideais iluministas, visto que eles prezavam pela prosperidade social tendo como pilar a eliminação de hábitos maléficos. Dessarte, essa realidade deve-se, essencialmente, à omissão estatal e à má influência tecnológica.

Diante desse cenário, persiste a negligência das autoridades do combate ao sedentarismo. A esse respeito, Zygmunt Bauman - filósofo polonês do século XX - teceu o conceito de “Instituições Zumbis”, o qual ilustra que o Estado perdeu sua função social, mas manteve - a qualquer custo - sua forma. Nesse contexto, o Ministério da Educação se enquadra na teoria exposta por Bauman, tendo em vista seu papel passivo na promoção de palestras educacionais capazes de alertar a população sobre os riscos de não praticar exercícios físicos regularmente. Assim, enquanto o problema denunciado por Bauman para regra, o rompimento efetivo do sedentarismo será utópico.

Ademais, a Terceira Revolução Industrial - período de avanço tecnológico que uniu ciência e indústria - possibilitou o acúmulo de atividades e permitiu que os jovens buscassem desenvolver mais atividades do que é possível realizar em um dia. Todavia, o excesso de tarefas possibilitado pela Revolução Tecnológica se mostra prejudicial para toda a população - sobretudo para a juventude - de modo que dificulta a prática de atividades físicas, já que o excesso de trabalho e de estudo, aliado à falta de planejamento, compromete o cuidado com a saúde. Desse modo, enquanto o advento de novas formas de tecnologia for sinônimo de diminuição na prática de exercícios físicos, a sociedade será obrigada a conviver com um dos mais graves problemas do século: o sedentarismo.

Isto posto, é imperiosa a ação de ONGs (Organizações não governamentais) na resolução do impasse. Para tanto, o Instituto Ethos - associação destinada à concepção de uma comunidade sem conflitos - deve pressionar o Poder Executivo, por intermédio de campanhas nas redes sociais, para que ocorram palestras sobre os malefícios, tanto no âmbito social quanto no da saúde, de não praticar exercícios físicos, de modo que ocorra a massificação do tema na coletividade. Além disso, o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, deve ampliar o investimento em academias públicas, mediante a compra de equipamentos que ofereçam condições favoráveis ​​à prática de exercícios, além da contratação de profissionais capacitados e construção de clínicas, tendo como finalidade promover uma diminuição no número de casos de sedentarismo e uma maior conscientização social.