Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/06/2021
A terceira revolução industrial trouxe ao mundo uma série de mudanças e novas tecnologias, que facilitaram a vida da humanidade a níveis nunca antes vistos principalmente com o avanço da informática em diferentes setores, que automatizou e simplificou inúmeros processos. Entretanto, apesar de ter simplificado a rotina das pessoas, essa mesma simplificação trouxe um novo problema, o sedentarismo. Pois criou-se uma dependência muito grande da tecnologia em todas as atividades, levando assim a graves implicações na saúde geral da humanidade.
A priori, a dependência da tecnologia é evidente, porque com poucos toques ou cliques em aparelhos é possível pedir comida, interagir socialmente, solicitar serviços, entre outras muitas facilidades. Isso torna a sociedade muito mais sedentária, já que reduz a necessidade de locomoção ou esforços físicos para realizar tarefas, também é nítido esse processo de sedentarismo atrelado aos avanços tecnológicos no mercado de trabalho, uma vez que o mercado atual não exige uma força de trabalho física como em decádas passadas e sim uma força de trabalho técnica.
Em concomitante, pessoas que se enquadram como sedentárias representam 60% da população mundial segundo a OMS. Esse número se torna extremamente alarmante quando os riscos atrelados ao sedentarismo são evidenciados: Atrofia muscular, obesidade, câncer, diabetes, redução da expectativa de vida, entre outros. A sociedade está adoencendo gravemente graças a uma rotina de pouco movimento, associada também a uma rotina rápida exigida pela modernidade que prioriza a eficiência em detrimento da saúde, pois pouco se preza pelo autocuidado.
Em síntese, conclui-se que o sedentarismo é o mal do século, não somente pelo seus riscos a saúde, mas também graças a alarmante quantidade de pessoas portadoras dessa condição, portanto se fazem necessárias atitudes capazes de solucionar o problema. Uma forma de resolver o problema a nível mundial seria a criação de um programa da OMS em parceria com as nações para conscientizar a população dos riscos atrelados ao sedentarismo por meio de campanhas escolares, mídias televisivas, redes sociais, assim como a promoção de meios que facilitem a construção de uma rotina de vida mais saúdavel, como por exemplo a criação de mais áreas verdes com estrutura para exercícios, mais acesso ao esporte entre outros meios. Essas medidas devem ser aplamente fiscalizadas e examinadas, a fim de criar uma base de dados consistente com o intuito de saber quais países progrediram e quais precisam de mais financiamento para atingir metas de redução do sedentarismo, as nações também teriam que contribuir financeiramente para o programa e obrigadas a cumprirem essas metas, assim recebendo mais recursos e dando continuidade ao programa de redução do sedentarismo no mundo.