Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 13/06/2021

Muito além do sedentarismo

Debate-se muito acerca dos problemas que o sedentarismo pode acarretar, mas fala-se pouco sobre os fatores que levam uma pessoa a ser sedentária. À medida que a população entra no mercado de trabalho, o tempo que deveria ser dedicado à prática de exercícios é limado, tendo em vista os deveres do ofício, os afazeres domésticos e o tempo gasto no transporte. Paralelo a isso, uma pandemia de Covid-19 restringiu o trânsito de pessoas, o que aprofundou ainda mais as práticas sedentárias da população.

Em primeira análise, é importante olhar para o cenário do mercado de trabalho no qual a maioria dos trabalhadores está inserida, principalmente o trabalhador médio. Tendo em vista a rotina exaustiva, que se destaque pelo próprio trabalho, horas dentro de um coletivo desconfortável e, ao chegar em casa, ter de enfrentar os afazeres domésticos, é difícil atentar-se à prática de exercícios. Esse problema pode ser encarado pelas próprias empresas contratantes, um exemplo do que ocorre na fictícia Usina Nuclear de Springfield, da série animada Os Simpsons. Em determinado episódio, o senhor Burns decide inserir uma rotina diária de exercícios para os funcionários durante o expediente.

Além disso, uma pandemia de Covid-19 alterou a rotina de muitas pessoas, que teve o seu trânsito restrito. Essa alteração culminou no aumento do sedentarismo, aprofundando ainda mais o problema. Com o aumento das distrações e o isolamento social, as pessoas tendem a se acomodar das telas. Segundo o levantamento realizado pela Fiocruz, 62% dos brasileiros promovidos de fazer atividade física durante a pandemia. O mesmo estudo também apontou o crescimento do tempo gasto em frente a telas pelos brasileiros, não só devido ao home office e às aulas remotas, mas também a famigeradas redes sociais. É imprescindível, portanto, que a sociedade não olhe o sedentarismo apenas como falta de exercício físico, mas também como um problema que é resultado de tantos outros.

Sendo assim, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de um programa nacional de combate ao sedentarismo nas empresas, incentivo como contratantes a reservarem um horário específico dentro do expediente de trabalho para que os funcionários, em conjunto, realizem uma atividade física para que eles podem melhorar a própria saúde e o rendimento. Além disso, é preciso que as emissoras de TV, por meio de programas de saúde, incluam em suas notas de programação um quadro de exercício guiado para que os televidentes tenham obtido um norte e sejam incentivados a voltarem a fazer exercício físico. Só assim a sociedade vencerão esse mal do século.