Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 17/06/2021
Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita a qual essa é caracterizada pela ausência de conflitos. Contudo, ao observar a realidade, nota-se que o exposto de More apresenta um equívoco, uma vez que o a crescente taxa de sedentarismo coíbe a conclusão do plano autor. Dessa maneira, em razão de uma negligência estatal e de uma lacuna escolar, emerge um conflito que necessita de urgente resolução.
Primeiramente, vale ressaltar o Estado como fomentador da questão. Segundo a Constituição Federal de 1988 é função do Estado promover o bem-estar social. Entretanto, tal modo não é corretamente efetivado, tendo em vista que, segundo IBGE, 46% dos adultos são sedentários. No que tange ao sedentarismo, verifica-se uma latente influência dessa causa, já que faltam investimentos do setor governamental para que haja um alerta aos problemas futuros ocasionados por este estado de saúde, além da criação de áreas que permitam a prática de exercícios. Desse modo, o Estado perpétua essa triste realidade.
Ademais, a problemática encontra forma de expansão na base educacional lacunar. De acordo com o filósofo Kant, ‘‘O ser humano é resultado da educação que teve’’. Nessa perspectiva, se há um problema social, há como raiz uma lacuna no âmbito escolar. No que concerne ao sedentarismo, verifica-se uma latente influência dessa causa, pois a escola não tem cumprido com o seu papel no sentido de prevenir e reverter o problema, visto que tem trazido esse assunto de forma superficial nas salas de aula.
Portanto, um diálogo entre sociedade e Estado é a medida que se impõe. Para que seja reduzido o sedentarismo, urge que o Ministério da Educação por meio de professores qualificados, promovam aulas e palestrar sobre os problemas ocasionados pela sedentarização e como reverter esse quadro, e consequentemente, melhorar a saúde da população, por meio de um projeto a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar a necessidade de complementar nas aulas escolares, mais atividades físicas práticas juntamente com seus benefícios para a saúde à longo prazo, a fim de promover uma conscientização dos efeitos do sedentarismo e da necessidade de uma vida ativa. Assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.