Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 17/06/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante todos os indivíduos direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o sedentarismo encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a inoperância estatal em consonância com as doenças são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar a negligência governamental como impulsionadora da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% das escolas públicas não possuem quadras esportivas. Por essa perspectiva, denota-se que o Estado apresenta-se ausente, pois falta local para os alunos praticarem atividades físicas. Assim, sem ambientes para fazer exercícios os estudantes acabam propagando o sedentarismo. Diante os fatos apresentados, é imprescindível uma ação estatal.
Ademais, surge as enfermidades como resposta desse alarmante panorama. Nessa perspectiva, segundo a Organização Mundial da Saúde, o sedentarismo aumenta o risco cardiometabólico que altera o sistema cardiovascular e o metabolismo. Sob essa ótica, essa alteração do estado de saúde origina: diabetes, infarto do miocárdio e hipertensão, sendo essas doenças responsáveis por 65% das mortes no Brasil, como afirmado pelo Instituto de Saúde. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura dos meios coletivos.
Portanto, com intuito de mitigar o sedentarismo, urge que o Estado, como principal promotor e garantido do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério do Esporte reverta essa verba em construção de quadras e complexos esportivos em escolas que, por meio de propagandas a comunidade ficaria sabendo. Além disso, é mister a mídia divulgar sobre o perigo do sedentarismo. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em vigor completo.