Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 06/07/2021

A pólis grega Esparta considerava as atividades físicas como essenciais para a formação de boas pessoas, sendo guerreiras ou não. No entanto, o século XXI possui o sedentarismo como grande mal. É indubitável que a falta de exercícios influencia diretamente na vida cotidiana e decorre da falta de informações sobre o tema e de uma sociedade mais acelerada.

A princípio, o avanço tecnológico causado pelas Revoluções Industriais facilitou as formas de trabalho. Ainda assim, o conceito de “home-office” permite que o indivíduo passe o dia sentado dentro de casa, sem o fluxo de energia circulando pelo corpo como recomendado. Ademais, a baixa quantidade de calorias gastas configura cerca de 60% da população mundial como sedentária, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, sem o conhecimento dos malefícios causados pelo impasse, a tendência é que o maior fator de risco do planeta continue a expandir. Assim, a ausência de propagação da necessidade dos movimentos diários acarreta na mortalidade precoce de milhares de cidadãos.

Outrossim, o mundo moderno acelerado permite que a falta de tempo seja usada como a motivação para a inércia. Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade líquida possui maior dinamicidade e fluidez, fator que gera uma desordem na organização de prioridades da população. Todavia, a recomendação médica contra os efeitos prejudiciais causados pelo sedentarismo, como diabetes e hipertensão, é a prática de esportes e outras atividades. Com isso, tanto a medida profilática quanto os tratamentos se baseiam em colocar os exercícios como fundamentais para que o sedentarismo deixe de ser um mal.

Portanto, é necessário que mudanças sejam feitas para combater o problema. Dessa forma, é mister que o Ministério da Saúde, afiliado às mídias sociais, propaguem as informações sobre a doença e os riscos ligados, por meio de campanhas, folders e comerciais, a fim de incentivar a realização de treinos físicos, com o intuito de erradicar a inatividade e aumentar o pleno bem-estar de todos. Somente assim, as prioridades serão reorganizadas.