Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 06/07/2021

Segundo o filósofo indiano Jiddu Krishnamurti, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente. Nesse sentido, depreeende-se que, para se adaptar à sociedade moderna, muitos indivíduos passam a aderir a um padrão de vida que pode não ser saudável, como o sedentarismo - que é facilitado e encorajado por grandes empresas tecnológicas que lucram com a perpetuação desse estilo de vida. Portanto, torna-se necessário debater as causas e os efeitos do modelo de vida sedentário que é considerado, por especialistas, o “mal do século”.

Em primeiro plano, vale apontar que o surgimento de novas tecnologias no setor de informática  contribui para o aumento da adesão ao padrão de vida sedentário. Isso ocorre pois, a partir da terceira revolução industrial, ampliam-se os investimentos em setores que desenvolvem produtos tecnológicos com o objetivo de facilitar o cotidiano dos consumidores, corroborando para o sedentarismo. A criação de aplicativos de delivery, por exemplo, representa um marco para a facilidade de comprar em estabelecimentos municipais sem tem que se deslocar para isso. Além disso, jogos de realidade virtual também atuam incentivando a prática sedentária, uma vez que promovem, aos jogadores, a oportunidade de realizar atividades comuns em um meio virtual que não colabora para a manutenção de sua saúde física, mas que é atrativo devido a sua facilidade de acesso. Assim, nota-se que é importante entender as consequências do padrão de vida sedentário que a tecnologia proporciona.

Em segundo plano, pode-se afirmar que os efeitos de uma vida pautada no sedentarismo refletem na saúde do indivíduo. Na animação distópica “Wall-e”, por exemplo, a principal consequência do modelo de vida sedentário adotado pela sociedade tecnológica é a obesidade. Fora da ficção, tal doença também se apresenta como um dos efeitos do sedentarismo, e, devido a sua gravidade, torna-se imprescindível discutir meios para evitar que indivíduos se tornem suscetíveis à desenvolvê-la.

Em síntese, infere-se que, para combater o que muitos estudiosos consideram “o mal do século”, é preciso que o Estado, por meio do ministério de infraestrutura, promova a criação de ambientes públicos, como praças e ginásios, que tenham equipamentos próprios para exercícios físicos, a fim de estimular a adoção de um modelo de vida ativo pela população. Além disso, é importante que o poder municipal incentive o uso de tais locais, e isso deve ser feito por meio de eventos e divulgação midiática. Somente assim será possível distanciar a sociedade atual da distopia descrita em “Wall-e”.