Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/07/2021

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é um dos países mais sedentários do mundo. Nesse caso, observa-se a má projeção das cidades que são construídas para carros e não pessoas. Além disso, ressalta-se o pouco envolvimento do setor privado na luta contra a imobilidade física dos brasileiros. Logo, a inficiência e descaso partem tanto do Estado quanto das empresas.

Em primeira instância, nota-se o envolvimento mínimo das empresas privadas no combate ao sedentarismo. Isto é, apesar de empresas como a Vale e a hidrelétrica de Itaup fomentarem a formação de grupos esportivos entre os colaboradores, promovendo competições esportivas, a adesão entre as demais no país é quase invisível. Nesse sentido, tem-se milhares de brasileiros, vivendo vidas sedentárias acompanhada por alimentação altamente calórica e refém de um Estado que negligencia o direito ao esporte, promulgado na Carta Magna.

Em segunda nota, percebe-se a indolência de governos repetidamente sedentários que criam cidades e as reformulam para comportarem carros e facilitarem a locomoção deles.  Ou seja, o artigo da revista Super Abril relata as falhas governamentais baseadas nos poucos espaços públicos, poucas calçadas, porém diversos estacionamentos e ruas pavimentadas em detrimento dos automóveis. No entanto, o Estado é o principal responsável na disputa contra o mal do século XXI.

Por fim, faz-se necessário que o Poder Legislativo promova e aprove leis que resignifiquem o espaço público por meio da criação de mais praças e academias públicas, promovendo competições ao ar livre, o suficiente para atender o maior número de pessoas. Somado a isso, é dever das empresas fomentar a formulação de coordenadores e departamentos que estimulem a superação da inércia física, a fim de suscitar atividades competitivas entre funcionários. Desse modo, o sedentarismo poderá ter seu declínio em meio a um país com tantos adeptos.