Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/07/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à moradia e ao bem-estar social. No entanto, hodiernamente, no que diz respeito à saúde da sociedade, essa declaração não vem sendo efetivada. Haja vista que, o sedentarismo tem se tornado o grande mal do século, tendo a ausência estatal como principal causa, bem como o risco de morte associado à obesidade como consequência desse cenário. Dessa forma, é fulcral que providências sejam tomadas a fim de minimizar a problemática em questão.

Em primeiro lugar, cabe abordar a triste escassez do estado como fator primordial.  Para Hobbes, filósofo inglês, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Porém, de forma contraditória ao pensamento hobbiano, o poder público demonstra-se cada vez mais ausente, não cumprindo seu papel enquanto fornecedor de direitos, uma vez que, segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, o sedentarismo já atinge mais da metade da população mundial. Destarte, a ausência daquele que é encarregado de cuidar da sociedade como um todo gera um desiquilíbrio na higidez populacional, isto é, o sedentarismo se torna cada vez mais presente.

Outrossim, pode-se constatar que o indivíduo corre um grande risco de óbito, quando se tem como consequência do sedentarismo a obesidade. Como exemplo disso, conforme dados da Federação Mundial da Saúde, o risco de morte por Covid-19 é cerca de dez vezes maior em países onde a maioria da população está acima do peso. Vale ainda lembrar que atrelado à obesidade há também a existência de doenças cardíacas, como por exemplo o IAM, infarto agudo do miocárdio, que compromete igualmente a saúde do indivíduo, tendo em conta, que tanto o corona vírus quanto o infarto atingem órgãos nobres do corpo humano, aqueles que exercem um papel vital para o organismo.Dessa forma, a falta da prática de atividades físicas na rotina de qualquer pessoa,pode-lhe custar o ganho excessivo de peso e também a perda da vida.

Em síntese, urge que medidas sejam tomadas com inuito de mitigar os impactos causados por esse cenário. Para tanto, é mister que o Estado crie leis que obriguem as cidades brasileiras o fornecimento de  academias e centros de atividades físicas gratuitos destinados à toda população, desde crianças até a terceira idade, incluíndo horários flexíveis para aqueles que trabalham.  Simultaneamente, incentivando e mostrando, por meio campanhas publicitárias, a importância da prática de exercícios físicos. Ademais, as escolas devem oferecer atividades físicas extracurriculares, como futebol,  e outros esportes, em horários diferentes da grade escolar para tornar a prática desportiva um lazer para as crianças e não uma obrigação. Sendo assim, o Brasil cumprirá fielmente a Declaração de 1948.