Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 12/08/2021

Na animação de 2008, “Wall-e”, os habitantes do planeta - devido à crescente expansão da tecnologia - não precisam mais se movimentar para realizar as atividades simples do dia, gerando pessoas acomodadas e cada vez mais sedentárias. Na realidade do século XXI, é notável que o anseio de se manter conectado nas redes contribui para a ociosidade da população. Portanto, devido à facilidade adquirida com o avanço tecnológico, é inegável o crescimento do número de sedentários no país.

Em primeiro lugar, no cenário do aumento do número de casos de sedentarismo, é importante ressaltar que, assim como no filme citado, o uso exagerado da tecnologia vem trazendo malefícios à saúde dos cidadãos. Por consequência, as coisas se tornam mais acessíveis e fáceis, tornando desnecessário que o homem se movimente e saia do lugar para realizar tarefas, antes, distantes. Assim, de maneira infeliz, toda essa facilidade acabou prejudicando o bem-estar dos habitantes, que vêm se tornando obesos, diabéticos e até mesmo hipertensos. Desse modo, é inegável a necessidade de combater o grande vilão do século: o sedentarismo.

Ademais, vale lembrar o pensamento de Platão, importante filósofo grego, no qual cita que “o importante não é só viver, mas viver bem”. Assim, a partir dessa afirmação, no contexto do sedentarismo como grande mal, entende-se que o estilo de vida estático é o maior fator de risco para a saúde e o bem viver do cidadão, visto que esse problema está presente em cerca de 60% da população mundial. Além do mais, ao assimilar que o sedentarismo é definido como a falta ou grande diminuição da atividade física e movimentação, compreende-se também as inúmeras doenças advindas com esse malefício, como: mudanças hormonais, obesidade e até mesmo câncer. Isto posto, é imprescindível enfrentar o problema do século: o crescente número de cidadãos ociosos e doentes.

Dessarte, diante do cenário do sedentarismo como grande mal do século, o ministério da saúde, através dos meios midiáticos, deve promover campanhas e propagandas na televisão e nas redes sociais - importante devido à expansão da tecnologia citada anteriormente - que mostrem atletas e pessoas comuns praticando atividades físicas de maneira simples, a fim de instigar a população a iniciar a prática de esportes. Desse modo, será possível realizar plenamente o pensamento de Platão.