Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/07/2021

O filme “Wall-e” retrata um futuro onde as pessoas se tornaram tão sedentárias que desaprenderam a andar por se tornarem dependentes da tecnologia. Fora do cinema, a realidade não é diferente e a ociosidade se tornou o grande mal do século. No Brasil, os números já são alarmantes, cerca de 46% dos adultos já não são ativos, segundo o IBGE. Isso acontece devido as facilidades tecnológicas, porém, a pandemia também corroborou para esse processo.

Primeiramente, é notório como a tecnologia contribuiu para que o sedentarismo se tornasse comum na sociedade. Nesse sentido, de acordo com a filósofa Hannah Arendt e o seu conceito de “banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro, como é o caso das facilidades trazidas pelas novas tecnologias. Isso porque, por exemplo, na atualidade é possível resolver quase tudo pelo celular, como fazer compras no mercado. Entretanto, tais melhorias torna o indivíduo cada vez mais dependente e ocioso, uma vez que não é preciso nem sair de casa. Desse modo, é inaceitável que o corpo social tenha a saúde prejudicada pelos aparatos tecnológicos, principalmente porque esses possuem um grande potencial para solucionar esse problema.

Ademais, a pandemia foi outro fator que corroborou para que a sociedade se tornasse ainda mais ociosa. Isso se deve, pois, com o perigo de adquirir o novo coronavírus, a população precisou ficar em quarentena por meses, dessa forma, ficaram impedidos de realizar atividades físicas, seja por não poderem sair de casa, seja pela falta de espaço em seus lares. Logo, é inadmissível que não hajam medidas eficazes para tornar a população mais ativa por parte dos governantes, já que nos últimos meses todos foram prejudicados e ficaram mais sedentários.

Portanto, fica clara a necessidade de combater esse grande mal. Para tanto, o governo deve aliar-se com a tecnologia para incentivar as pessoas a se exercitarem. Isso pode ser feito pela criação de aplicativo que estabeleça metas diárias de treinos para os usuários, de forma personalizada e com o respaldo de profissionais na área. Além do Estado ser responsável por financiar o projeto, ele também pode conseguir patrocinadores para ajudar com as despesas. Dessa maneira a tecnologia poderá ser usada para o bem e para melhorar a saúde de todos.