Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 07/08/2021

A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas as normas jurídicas do Brasil, prevê, em seu artigo 6°, a garantia a uma saúde de qualidade para todos os cidadões. Todavia, fora dos papéis constitucionais, isso não ocorre, uma vez doenças relacionados ao sedentarismo são cada vez mais frequentes em todo o país e estão se tornando um grave risco para o sistema de saúde. Desse modo, cabe debater como ações estatais e propagandas da mídia podem corroborar com a resolução dos problemas relacionados a falta de atividades físicas e de uma dieta balanceada.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o Estado possui um papel fundamental para a resolução dessa mazela. Nesse sentido, segundo Thomas Hobbes, o contrato social é um acordo no qual os cidadãos abdicam de algumas de suas liberdades em troca de garantias sociais e que seus problemas sejam resolvidos por órgãos competentes. Contudo, tal pacto não está sendo cumprido, posto que a ausência de investimentos em infraestruturas que estimulem atividades físicas em praças públicas e no aumento de leitos para acolher pessoas acometidas por doenças relacionadas ao sedentarismo não estão sendo aplicadas. Dessarte, torna-se notório que esse quadro precisa ser revertido o mais rápido possível, para assim evitar que mais pessoas sofram por problemas de saúde.

Outrossim, é importante salientar que a mídia também detém a capacidade de ajudar na superação deste problema. Consoante Theodor Adorno, as empresas de comunicação têm o poder de influenciar na opinião pública e fazer com que determinados comportamentos e pensamentos possam ser mudados ou combatidos. Ademais, o silêncio das instituições midiáticas em relação aos cuidados que as pessoas devem tomar para evitar entrar em uma vida sedentária retarda o processo de conscientização e de mudanças de hábitos. Destarte, essa capacidade usada de forma correta pode ser uma arma poderosa na superação dessa mazela, e faz-se imprescindível sua requisição.

Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve investir em uma melhor estrutura pública que acolha as pessoas que quiram se previnir ou se tratar dos problemas causados por um estilo de vida disregrado e também fazer propagandas que busquem mudar o estilo de vida dos brasileiros para um mais adequado, a fim de se mitigar os infortúnios desse cenário. Isso pode ser feito por meio do uso do dinheiro recolhido de impostos para a construção de aparelhos de exercicios e a criação de uma infraestrutura adequada para hospitais que se adequem ao momento atual, além da criação de propagandas que alertem e informem sobre o sedentarismo. Somente assim, as pessoas terão uma saúde melhor e assim a Constituição Cidadã será respeitada.