Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/07/2021
O personagem Garfield é caracterizado por ser extremamente preguiçoso e não gostar de realizar atividades físicas. Analogicamente, essa é a realidade de vários brasileiros, haja vista que, segundo pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 50% dos adultos não praticam exercícios. Dessa forma, emerge o problema do sedentarismo, que é motivado principalmente pela inércia social e negligência estatal.
Primeiramente, observa-se que a alienação é uma causa grave do problema. Para o sociólogo Karl Marx, a alienação é o estado de insuficiência intelectual vivida pela classe operária antes da Revolução Industrial, na qual o indivíduo é incapaz de reconhecer as injustiças e perigos aos quais eram submetidos. Igualmente, a hodierna sociedade é incapaz de perceber os malefícios tanto físicos, quanto mentais, do sedentarismo. Isso porque, muitas vezes, alienados pelas novas tecnologias e pela rotina agitada, os brasileiros negligenciam atividades físicas.
Sob outro olhar, a insuficiência governamental também é um fator latente do impasse. De acordo com Gilberto Dimenstein, em seu livro “O Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora seja completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 6 da Constituição Cidadã, que garante, entre tantos outros direitos, a saúde. Isso é perceptível não só pela ausência de campanhas de combate ao sedentarismo, como também pela falta de investimento no setor.
Portanto, faz-se urgente que o Ministério da Saúde em parceria com as Prefeituras Municipais criem uma campanha de incentivo a exercícios físicos e a uma alimentação saudável. Aos indivíduos que se interessarem, será necessário um cadastro prévio para que se possa formar grupos de acordo com a faixa etária para praticar atividades físicas semanais junto a um profissional. Além disso, o Ministério deve divulgar a campanha massivamente pelas redes sociais. Logo, se promoverá a saúde dos brasileiros e o sedentarismo será uma mazela passada.