Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 10/08/2021

O ilustrador brasileiro Quinho, através de suas charges, de forma sarcástica, aborda sobre um fato preocupante na sociedade atual: o sedentarismo. Diante de tal perspectiva, nota-se que cerca de 5 milhões de pessoas morrem por ano devido complicações geradas pelo sedentarismo, como por exemplo: obesidade, diabetes, tireoide e etc. Nessa prisma, destacam-se dois aspectos importantes:  a acomodação das pessoas com o avanço tecnológico e a falta de infraestrutura das cidades para a realização de atividades físicas simples.

Em primeiro plano, destaca-se a acomodação das pessoas diante da tecnologia. Desse modo, segundo informações dadas pelo site “Portal Educação”, tarefas antes muito executadas pelas pessoas atualmente estão sendo extintas, e em seu lugar está os smartphones, computadores, celulares, automóveis, entre outros. Ademais, é nítido que tais avanços são de extremo valor para a humanidade, porém em excesso, que é o que vem acontecendo ultimamente, algo que foi criado para o benefício do homem, torna-se seu maior inimigo. Sendo assim, essa conjuntura, infelizmente, representa a atual situação de milhares de indivíduos que não encontram um equilíbrio entre os benefícios da inteligência artificial e a importância das atividades físicas.

Outrossim, é fundamental apontar a falta de infraestrutura das cidades para exercícios como impulsionador do cenário. Por exemplo, a falta de uma via para ciclismo, de praças com equipamentos para se exercitar, ou até mesmo aulas de dança gratuitas são, muitas vezes, o motivo das pessoas não fazerem nenhum tipo de atividade, seja por falta de renda ou por não encontrar nenhuma dessas opções perto de casa. Tal fato, segundo os pensamentos do filóso John Locke, configura-se como uma quebra do contrato social, já que o Estado não cumpre o seu papel de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como infraestrutura e saúde, o que é evidente no Brasil. Logo, é inadmissível que esse quadro continue a se perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescidível que o Estado, por intermédio de verba para os municípios, promova ambientes adequados para a execução de exercícios físicos no máximo de bairros possíveis, a fim de oferecer um meio mais acessível para os habitantes se exercitarem e diminuir a taxa de sedentarismo atual. Assim, se consolidará uma sociedade mais plena, onde o governo desempenha corretamente seu contrato social, tal como afirma John Locke.