Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 12/08/2021

O filósofo e matemático Platão, afirmou que a falta de atividade física destrói a boa condição de qualquer ser humano, enquanto o movimento e o exercício físico metódico salva e o preserva. Se recontextualizado no país, tal frase geraria diversos debates acerca do sedentarismo no Brasil contemporâneo. E nessa conjuntura, destacam-se dois agravantes desse problema: A acomodação das pessoas diante da tecnologia e a falta de infraestrutura das cidades para a realização de atividades físicas simples.

Em primeiro plano, evidencia-se a acomodação da população diante da Era Tecnológica. Desse modo, segundo informações do blog “Portal Educação”, tarefas antes muito executadas pelas pessoas antigamente, como caminhar, ir visitar algum ente querido ou até mesmo ir buscar seu jantar estão sendo extintas, e em seu lugar estão os smartphones, computadores e automóveis. É de conhecimento geral que tais avanços citados são de extrema importância para a sociedade, porém em excesso, que é o que vem acontecendo ultimamente, algo que foi criado para o benefício do homem, torna-se seu maior inimigo. Sendo assim, tal cenário se caracteriza como a situação atual de milhares de brasileiros, que não encontram um equilíbrio entre a beneficência da inteligência artificial e a importância das atividades físicas.

Outrossim, é fundamental apontar a falta de infraestrutura das cidades para a realização de atividades físicas simples como impulsionador da porcentagem de sedentarismo no país. Uma pesquisa feita em Pelotas-RS, as condições estruturais públicas são determinantes para aumentar o número de inativos fisicamente, já que grande parte da população não possui acesso a lugares privados para a realização de exercícios físicos. Ou seja, a falta de uma quadra de futebol, de uma via para ciclismo e equipamentos para musculação em praças contribuem para que muitas pessoas se mantenham inertes. Logo, é inadmissível que tal quadro continue a se perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por meio de verbas governamentais, contribua para a construção de vias de ciclismo, praças para exercício físico ou qualquer outra opção nas cidades brasileiras que ofereça uma alternativa para as pessoas se exercitarem, a fim de se consolidar uma sociedade mais plena com a diminuição da taxa de sedentarismo atual.