Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 17/08/2021

A Lei da Inércia, de Newton, relata que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à questão do sedentarismo e seus impactos na sociedade brasileira. Nesse contexto, observa-se a ascensão de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e o silenciamento social.

Sob esse viés, a negligência educacional caracteriza-se como um complexo dificultador. Para o filósofo Imannuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve, assim, se há um problema social, há uma falha na educação. Nesse sentido, é perceptível no que tange ao sedentarismo e seus maléficios na população brasileira, uma forte influência dessa causa, uma vez que as escolas não estão trazendo a sala de aula conteúdos que ajam na resolução desse impasse.

Ademais, outro empecilho encontrado é o silenciamento do corpo civil. O filósofo Michael Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa lógica, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno do contexto atual, que tem sido silenciado. Logo, sem diálogo sério e massivo sobre essa problemática, sua solução torna-se mais distante.

É evidente, portanto, que medidas estratégicas devem ser tomadas para mudar esse cenário. Sendo assim, é imprescíndivel que o Estado - principal promotor da harmonia social - promova “workshops”, em parcerias com as escolas, por meio de recursos oriundos da União, os quais abordarão as consequências negativas dessas ações e as formas de como combatê-las e ajudar as vítimas, com a finalidade de propor diferentes soluções em conjunto com os alunos e alcançar o bem-estar social. Em suma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança desse cenário hodierno.