Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/08/2021
O filme " treino para a vida", de Thomas Carter, retrata os desafios de um treinador em estabelecer uma rotina de treinos para seus alunos. Longe das telas, a realidade não é diferente, tendo em vista a falta de interesse da sociedade atual em incluir atividades físicas em seu dia-a-dia, o que a torna extremamente sedentária e suscetível a doenças precoces, como obesidade. Nesse sentido, é possível salientar que o sedentarismo está atrelado ao comodismo gerado pelas tecnologias, e à ausência de incentivo midiático para uma vida saudável.
Em primeira análise, vale ressaltar que a era tecnológica proporciona às pessoas uma vida que não exige muito esforço. Diante disso, segundo o filósofo Durkheim " O ser humano é influenciado pelo meio na sua forma de pensar e agir". Sob esse viés, um cotidiano rodeado de facilidades, como celular, configura-se em hábitos nocivos, por exemplo fazer compras por aplicativos sem precisar sair de casa, sair apenas de carro etc, ou seja, qualquer coisa que requeira muito empenho, pois as pessoas não se encontram mais dispostas a gastarem tempo. Dessa forma, projeta-se uma negligência à saúde física e a comodidade rotineira é tomada como preferência.
Outrossim, a precária abordagem midiática acerca dos benefícios da prática de exercícios colabora para aguçar a conduta sedentária. Posto isso, sob a lógica do filósofo Sócrates " Existe apenas um bem, o conhecimento, e um mal, a ignorância". Nessa perspectiva, os conteúdos da mídia, como comerciais, não incentivam de forma eficaz práticas saudáveis, como caminhadas, pelo contrário, disseminam mecanismos facilitadores para as atividades diárias. Um exemplo seriam as propagandas que estimulam os novos tipos de transferências bancárias, como o “Pix”, as quais tornam desnecessárias as idas às lotéricas. Assim, a falta de seriedade tratada pelas redes comunicativas também impedem que o sedentarismo migre para solução.
Em suma, é imprescindível a mitigação dos desafios para o combate dessa mazela global. É deve da OMS, portanto, por meio de parcerias com os desenvolvedores de software, fazer com que todos os smartphones apresentem, desde a loja, um aplicativo que lembre seu usuário de praticar exercícios, a fim de usar a tecnologia a favor da saúde. Ademais, deve, por meio de maiores investimento do Governo Federal, garantir prioridade às campanhas esportivas, com comerciais de treinos e benefícios de uma rotina salutar. Com isso, poder-se-á desvincular a realidade brasileira do filme supracitado, tendo uma população decidida a ter práticas saudáveis.