Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 14/07/2017
O século XX foi marcado por uma verdadeira revolução nos costumes da população mundial. O avanço científico e tecnológico, associado ao intenso ritmo de trabalho, foi acompanhado pela redução progressiva dos níveis de atividade física em todo o globo. O cenário é preocupante, visto que a Organização Mundial de Saúde categoriza o sedentarismo como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. É necessário, portanto, combater esse problema.
Em pesquisa realizada no ano de 2014, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estimou que aproximadamente metade da população adulta brasileira não pratica exercícios regularmente. Esse dado tende a se agravar ao levarmos em consideração a disseminação de tecnologias nos últimos anos, como computadores e smartphones, cujo uso tem sido voltado, principalmente, para as redes sociais, contribuindo para a inércia dos usuários. Quando bem utilizados, os aparelhos podem ser aliados na promoção da saúde, no entanto, muitas pessoas desconhecem mecanismos, como aplicativos, que auxiliam na resolução desse problema.
Por fim, o problema é agravado pelo ritmo de vida acelerado dos centros urbanos. O sistema capitalista exige cada vez mais dedicação dos profissionais que, por sua vez, precisam se adaptar ao mercado de trabalho. Por conseguinte, os indivíduos têm disponibilizado menos tempo à saúde e as atividades físicas ficaram em segundo plano. É preciso, desse modo, alertá-los sobre as graves consequências de suas escolhas.
Fica claro, assim, que a prática regular de exercícios físicos deve ser adotada como estratégia básica de promoção à saúde. Com o intuito de estimular os cidadãos, através do uso de tecnologias, os governos federais devem estabelecer parcerias com empresas de softwares para disponibilizar gratuitamente à população acesso aos aplicativos que auxiliam na prática de atividades físicas. Ainda, os grupos televisivos atuarão na conscientização do público, através de campanhas publicitárias, veiculadas em propagandas, voltadas à adoção de hábitos saudáveis.