Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 18/11/2021

No filme animado “Shrek”, o personagem Gato de Botas foi domesticado e a disponibilidade de comida tirou a necessidade dele caçar, entretanto a introdução desse novo estilo de vida  fez com que ele adquirisse obesidade e perdesse sua aptidão física para realizar tarefas simples do cotidiano. De fato, casos como o dele não se limitam a cenários fictícios e refletem os danos que a falta de exercícios diários pode trazer. Nesse sentido, debater acerca do sedentarismo é pertinente ao contexto moderno. Sobre essa perspectiva, é apropriado alegar que ser sedentário é contra a natureza humana e é indispensável coibir essa prática.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que os ancestrais do homem precisavam se deslocar constantemente para conseguirem abrigo e alimento, no entanto essa situação mudou com o advento da agricultura, a qual favoreceu a criação de cidades. Nessa lógica, é válido afirmar que, apesar do sedentarismo ter sido essencial para o desenvolvimento social dos indivíduos, o humano não é adaptado para viver dessa maneira. Segundo o médico Drauzio Varella, as pessoas sedentárias são mais favoráveis a desenvolver doenças cardiopatas, acúmulo de gordura e dores crônicas. Logo, presume-se que mesmo que o homem não precise mais ser nômade, ele deve se manter ativo.

Ademais, após a Terceira Revolução Industrial e a criação de máquina que substituem as pessoas até nas tarefas mais simples, a situação tende a piorar. Dentre esses efeitos, em 2015, os países membros da Organização das Nações Unidas, como o Brasil,  se comprometeram a realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nos quais uma das metas é garantir a saúde e o bem-estar dos cidadãos. Por certo, uma vez que o mundo moderno favorece cada vez mais o sedentarismo que compromete a saúde humana, para cumprir esse acordo internacional é necessário incentivar a prática de exercícios físicos. Desse modo, percebe-se a vida sedentária é um mal que se agravará ainda mais nesse século, destarte há certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse problema.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o do Gato de Botas não podem continuar a ser reflexo da sociedade, por isso é preciso que cada país trabalhe essa questão internamente. Assim cabe ao Ministério da Cidadania, criar um projeto o qual atue na saúde e bem-estar, com foco em incentivar a prática de exercícios físicos, por meio da criação de ciclovias e academias em praças públicas, a fim de mesmo nas cidades as pessoas consigam ser ativas. Além disso, esse projeto deve oferecer mais benefícios, por intermédio de propagandas nas mídias tradicionais e modernas que informem os danos causados pelo sedentarismo, com o intuito de incentivar as pessoas a procurem os espaços públicos criados. Enfim, a partir dessas ações o Brasil contribuirá para a diminuição do sedentarismo.