Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 21/08/2021
No início das civilizações, o ser humano começou seu sedentarismo com a permanência em um único lugar para poder desenvolver a agricultura visando sua estabilidade. Entretanto, no cenário hodierno, ser sedentário não é um termo positivo, pois a falta de atividades em que há movimentação do corpo causam graves problemas de saúde nos brasileiros e contribuem para intensificar a inercia como sendo o mal do século. Nesse sentido, esse óbice é corroborado pelo conforto proporcionado pela tecnologias às pessoas, o que ocasiona na diminuição da expectativa de vida.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a ascenção tecnológica é fator crucial para a sedentarização. Nesse viés, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - quase metade dos brasileiros não praticam exercício físico regularmente - isso ocorre porque, em sua maioria, a população fica imersa em aparelhos de última geração como “smartphones”, “tablets “e” videogames “e simplesmente esquecem de praticar exercícios, além de que a circulação sanguínea é piorada por passarem longos períodos de tempo parados em uma única posição. Dessa forma, essa objeção torna-se paradoxal ao sentido de sedentarismo usado pelos primeiros povos da Terra.
Ademais, vale salientar que a negligência em se tratando ao autocuidado diminui a expectativa de vida e qualidade desta. Nessa perspectiva, consoante o cientista alemão Albert Einstein, há dúvida em relação a quão longe pode ir a estupidez humana. Desse modo, é notória a irracionalidade e incapacidade reflexiva social acerca de seus próprios entraves, fazendo com que a questão da sedentarização seja vista como algo inofensivo ou como algo que pode ser postergado em detrimento do prazer imediato e emotivo de sucumbir à procrastinação, promovendo, assim, o aumento nos casos de doenças cardiovasculares, respiratórias e índice de obesidade.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de mitigar o sedentarismo e suas consequências. Para tanto, faz-se mister que o Estado promova campanhas nas escolas de ensino fundamental e médio com o fito de estimular os brasileiros a praticarem exercícios físicos de maneira regular. Isso deve ser feito por meio da inserção nos colégios de palestras periódicas com profissionais como nutricionistas e educadores físicos, além de propagandas nas redes sociais mais ativas como “Instagram”, “Twitter” e “Facebook” sempre de forma clara, informativa e objetiva para mostrar que movimentar-se pode e deve ser prazeroso. Só assim será possível diminuir os casos mencionados anteriormente pelo IBGE e parar a estudipez humana citada por Albert.