Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 19/07/2017
O grande mal do homo sapiens
Do homo erectus ao homo sapiens muitas coisas mudaram, entre as quais, o modo como se obtém comida, antes custoso, hoje ultra rápido e praticamente não requer gasto calórico para tal. Compreender essa alteração para esse modo de vida sedentário é vital para tentar arrefecer seus efeitos deletérios.
A sociedade de consumo, como descreve Bauman, é fator contribuinte para a inatividade. Isso porque com o acesso a instrumentos tecnológicos, como ocorre com a conectividade com a internet de quase todos os objetos , as distâncias praticamente não existem e com isso, as pesoas só " comem" mas não gastam essa energia, logo, se tornam obesas. Não à toa pesquisas produzidas pelo ministerio da saúde (MS) brasileiro em 2017, apontam que mais que 50% da população brasileira está acima do peso.
Derivado desse estilo de vida sedentário, além da obesidade obtém-se-a doenças crônicas, como diabetes melitos (DM) e hipertensão arterial. Isso porque o excesso de peso é fator predisponente a tais doenças. Dados, também divulgados pelo MS, apontam para um aumento expressivo de casos de DM entre os brasileiros nos últimos dez anos.
Atesta-se, então, que o sedentarismo é um dos grandes males da contemporaneidade, necessitando ser combatido. É vital que o Estado junto a iniciativa privada criem mais espaços públicos destinados a atividade física. E também que empresas, do setor público e privado, contratem educadores físicos que insiram atividades que demandam gastos calóricos nos intervalos dos funcionários. Ademais, é necessário o engajamento da sociedade civil, classes de profissionais como nutricionistas, fisioterapeutas, médicos e educadores físicos devem fazer publicidade, via mídias sociais, por exemplo, que mostrem os danos da inatividade física, Só assim, em parceria, será possível combater o grande mal, não só do século, mas dos homo sapiens: O sedentarismo e seus correlatos.