Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 21/07/2017
O inimigo invisível
Desde os primórdios do processo de formação histórica e territorial do Brasil as relações, entre brasileiro e o meio em que habita, são constantemente alteradas e, por conseguinte, as questões que geravam preocupações no passado já não são as mesmas de atualmente. As atividades físicas, de maneira mais intensa após a Revolução Científica, são cada vez mais deixadas em segundo plano, tendo a sua importância discutida com o surgimento de patologias relacionadas à elas, seja pela alienação aos novos recursos tecnológicos, seja pela falta de projetos de promoção à saúde voltadas para este campo.
Relacionado ao avanço tecnológico obtido a partir da Revolução Industrial, pode-se afirmar que ele está diretamente relacionado com a redução das atividades físicas praticadas pelo homem. De acordo com dados divulgados pelo IBGE aproximadamente 46% da população adulta do país é sedentária; ações como trabalhar o dia inteiro sentado em frente a um computador, ter como atividade de lazer assistir televisão e jogar vídeo game e poder resolver qualquer problema através da internet, são as causas do grande estado de estagnação do ser humano.
Além disso, dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde constaram que o sedentarismo é o maior fator de risco a vida, ficando a frente de patologias como diabetes e hipertensão. No entanto, este mal que atinge população mundial, é um inimigo silencioso que ataca não só por escolhas do próprio indivíduo, mas também pela falta de opções de lazer fora do mundo virtual; é possível perceber, em grande parte do país, a escassez de projetos que visem a prática de atividades esportivas de forma gratuita, algumas prefeituras, como a do município de Contagem (MG), instalaram academias populares em algumas praças, mas esse tipo de atividade não é atrativa à todos os públicos.
O sedentarismo, portanto, está diretamente relacionado à exiguidade de medidas que atuem em prol das atividade físicas e ao impacto que o avanço tecnológico gerou na população. Dessa forma, a fim de atenuar essa problemática o Governo, por meio do Ministério da Saúde, deve promover atividades ao ar livre que gerem interesse na nação, como a yôga e a rumba, aliado à esfera estadual e municipal, principalmente nos centros urbano. Ademais, o Ministério da Educação aliado à mídia, deve promover campanhas, por meio de propagandas, e aplicativos que estimulem a reeducação dos hábitos diários.