Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/09/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada ao sedentarismo, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Diante dessa perspectiva, torna-se evidente que esse quadro tem origem inegável no avanço tecnológico e na falta de infraestrutura das cidades.
É indubitável, assim, que o desenvolvimento científico esteja entre as causas do problema. Nesse contexto, o advento da Terceira Revolução Industrial tem provocado mudanças drásticas à sociedade, graças às tecnologias que se tornaram populares durante esse processo. Mas que também trouxeram efeitos colaterais, principalmente a crianças e adolescentes, que já nasceram inseridos nesse meio e têm sido severamente afetados pelo sedentarismo. Um dos grandes motivos disso é a aceleração do cotidiano, onde pais na expectativa de distrair os pequenos, recorrem a ambientes digitais, que embora contribuam para seu desenvolvimento, prejudiquem quando em excesso, deixando-os muito tempo parados, sem praticar nenhuma atividade física durante seus dias.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da carência no sistema de serviços públicos para realização de exercícios. Nesse sentido, muitos municípios carecem de ciclovias, quadras e academias populares. Dessa forma, indivíduos que não possuem renda para arcar com os custos de academias particulares acabam sendo impossibilitados de exercitarem-se. Junto a isso, há a pressa constante das pessoas, que geralmente priorizam o uso de meios de transporte mais rápidos, como carros e ônibus, deixando-as cada vez mais acomodados e contribuindo ainda para o crescimento no número de doenças.
Portanto, incontestavelmente, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Governo Federal, mediante o Ministério do Desenvolvimento Regional deve apresentar projetos de implementação de locais públicos para a realização de atividades físicas. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com profissionais da saúde, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o sedentarismo e suas consequências. Para que, enfim, possa-se viver de forma mais saudável e feliz.