Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/11/2021

Em meados do século XXI, emergiu a Terceira Revolução Industrial que, por meio do avanço tecnológico, transformou, em âmbito mundial, as relações sociais, econômicas e políticas. Nesse contexto, a inserção da internet e a propagação de alimentos industrializados no cotidiano da sociedade incutiu especificidades no comportamento social. Um exemplo disso é a adoção de um estilo de vida sedentário por parte da população que gera um aumento no risco de desencadeamento de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade. Sendo assim, o sedentarismo se constitui um obstáculo para efetivação da saúde e bem-estar nacional, assim, faz-se necessário analisar as causas sociais que solidificam essa realidade no território brasileiro.

Em primeira instância, convém pontuar a negligência social em relação a má alimentação como fator problemático. Dessa forma, segundo a máxima do filósofo polonês Zygmunt Bauman, os tempos são “líquidos” porque tudo muda muito rapidamente, analogamente, na sociedade hodierna, a dinamização do dia a dia, assim como, a busca pela praticidade impulsionou a disseminação de alimentos processados e redes “fast-food”. Dessa maneira, existe uma propensão no aumento de problemas relacionados à má alimentação que associado à irregularidade ou ausência de exercícios físicos compõe o sedentarismo. Por isso, é necessária uma reversão do quadro atual.

Outrossim, o ócio populacional calcado no desenvolvimento tecnológico agrava o cenário. Nesse viés, quando Hipócrates, conhecido como pai da Medicina da Grécia Antiga, ratifica a ideia de que a anatomia humana exige constante movimento do corpo, e a inércia iria de encontro à natureza do ser humano, corrobora que a falta de práticas físicas é prejudicial. Paralelamente, no contexto atual, a incorporação de novas tecnologias facilitadoras no cotidiano de substancial parte da população, tornou o movimento corporal desnecessário para o desempenho de muitas funções. À vista disso, o sedentarismo, se não combatido, torna-se um modelo comportamental comum ao homem moderno.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o sedentarismo no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da saúde nacional, em conjunto com a mídia, veículo de comunicação entre Estado e sociedade, criar, por meio de verbas governamentais, campanhas de caráter educativo que estimulem a aderência de uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas, assim como, disponibilização de espaços públicos voltadas para práticas de exercícios ministradas por profissionais. Somente assim, será possível combater a passividade nacional sobre o sedentarismo.