Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 02/09/2021

O sedentarismo é uma situação em que a pessoa não pratica qualquer tipo de atividade física regularmente, o que acaba afetando diretamente a saúde e o bem-estar da pessoa, já que aumenta o risco de doenças. Ele  se tornou o grande vilão do século, atingindo mais de 60% da população mundial. Diante dessa problemática, é válido averiguar o avanço da tecnologia e o aumento do comodismo e do imediatismo na sociedade.

Em primeira análise, é primordial ressaltar como os avanços tecnológicos facilitam atividades diárias que antes exigiam um esforço maior, e isso fez com o passar dos anos as pessoas se tornarem mais cômodas e sedentárias. Segundo o escritor Gilberto Cabeggi “a verdade mais dura é que o comodismo assumido se tranforma em conformismo. E o conformismo é o mesmo que a morte em vida”. Sob essa pespectiva, fica claro que o comodismo torna as pessoas sedentárias e o sedentarismo aumenta o risco de doenças do coração.

Outrossim, como afirma Zygmunt Bauman, a sociedade de hoje vive em um período onde o imediatismo e a agilidade são mais valorizadas que as coisas solidas e estáveis. Considerando que a inserção da mulher no mercado de trabalho influenciou o aumento a preferência por refeições rápidas, os fast-food tornam-se uma opção aceitável. E, junto a isso, a falta de tempo para praticar atividades físicas por conta do trabalho acaba prejudicando grande parte da sociedade brasileira.

Infere-se, portanto, que o Estado deve agir de forma responsável para atenuar essa problemática. Desse modo, cabe ao Ministério da saúde junto às grandes empresas, promover campanhas que diminuam as taxas de sedentarismo na população brasileira, por meio do estímulo da prática de atividade físicas, criando um horário no cronograma de trabalho em que todos da empresa possam fazer exercícios funcionais junto de um profissional da educação física, prevenindo não só o sedentarismo, mas também a obesidade somente trazendo as atividades físicas para mais perto das pessoas. Ademais, cabe também ao Ministério da saúde, promover campanhas de incentivo à uma alimentação mais saudável, oferecendo orientação nutricional a todosos brasileiros, por meio de palestras em comunidades e em mídias sociais, só assim todos que sofrem com esse problema podem voltar a ter uma vida mais saudável.