Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/07/2017
A sedentarização do homem ocorreu nos primórdios da humanidade, ainda na Idade Antiga, e, desde então, esse enfrenta consequências desse processo. Hodiernamente, contudo, tal fato se agrava progressivamente. Isso ocorre devido à comodidade da sociedade atual, bem como à sua falta de conhecimento sobre as implicações do fenômeno.
A era da informação trouxe consigo demasiada velocidade nos processos, relações humanas e também o, talvez fatal, comodismo. Isso porque, com acesso cada vez mais facilitado à tecnologia, as ações de se locomover para pagar uma conta ou comprar alguma mercadoria, por exemplo, tornaram-se cada vez mais dispensáveis. Visto isso, é possível inferir que o ser humano acaba prejudicando-se. Destarte, confirma a ideia de Hobbes: o homem é o lobo do próprio homem.
Ademais, é necessário compreender os efeitos desse processo. Segundo dados aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quase metade da população adulta do Brasil é sedentária. Nessa perspectiva, é imprescindível entender os riscos cardiometabólicos para o indivíduo como, por exemplo, ganho de peso, propensão ao diabetes, aumento da pressão arterial e do risco de infarto além de, o que é mais preocupante, a mortalidade precoce.
Fica evidente, portanto, que o crescimento exponencial do sedentarismo deve ser combatido. Nesse âmbito, é de incumbência da mídia, através de documentários e reportagens, apontar a importância da prática de exercícios físicos e destacar os drásticos efeitos da falta desses. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com ONGs, investir ainda mais em programas esportivos nas escolas e comunidades e, também, em parceria com o Ministério da Saúde, mostrar, por meio de palestras, os riscos da falta de movimentação ao corpo humano. Somente assim, podemos colaborar com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela ONU, em 2015.