Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/09/2021
Na Grécia Antiga, Hipócrates - pai da medicina moderna - entendia que a anatomia humana exige o constante movimento do corpo, e que o estado de inércia iria contra a natureza do ser humano. Entretanto, no contexto nacional atual, uma população não segue a ideia de Hipócrates, pois deixam de se exercitar e vivem uma vida de sedentarismo. Isso acontece devido ao conforto proporcionado pela tecnologia e sequencia em um aparecimento de doenças diversas.
Nesse contexto, o excesso de conforto ocasiona em uma população mais inerte. Desse modo, a partir da Terceira Revolução Industrial, com as diversas inovações tecnológicas, foi possibilitado ao ser humano uma comodidade muito maior, que ao se acostumar com isso, deixou de fazer esforços e, consequentemente, de se exercitar. Sendo assim, torna-se óbvio que a Revolução informacional, ao proporcionar um amplo conforto, propiciou o sedentarismo moderno, pois as atividades que antes necessitariam de um grande esforço, hoje podem ser feitas com um único toque na tela de um smartphone, como por exemplo: a realização de compras. Portanto, enquanto a regra for a inércia, a atividade física será a excessão.
Além disso, apesar do sedentarismo não ser uma doença, ele ocasiona em diversas enfermidades. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde, divulgou que 80% das doenças são consequências do estilo de vida - alimentação, atividade física e a forma como lida com emoções. Dessa forma, é indiscutível a importânica da realização de exercícios, pois estes são extremamente importantes para o bom funcionamento do coração, da circulação sanguínea, da respiração e até dos hormônios, resultando em uma vida mais saudável e longa, de acordo o exposto pela OMS . Por conseguinte, fica claro que o maior inimigo de uma vida sadia é a inércia.
Logo, cabe aos indivíduos, no exercício da sua criticidade, que inclua nas suas atividades diárias, a prática de exercícios físicos, por meio da utilização da tecnologia a seu favor, buscando na internet vídeos que os ajudem a praticar, plataformas virtuais de exercícios, e até aplicativos que ensinam e incentivam a deixar o sedentarismo, a fim de utilizar os produtos da Terceira Revolução Industrial de forma mais provaritosa. Além disso, a mídia, em conjunto com as Secretarias de Saúde municipais, devem promover propagandas que expliquem o malefício de não se exercitar, por meio da exemplificação das doenças decorrentes dessa falta de prática, em busca de conscientizar a população para buscar uma mudança de hábitos. E, somente assim, a sociedade fará valer o que foi dito por Hipócrates, e deixará, finalmente, de se submeter ao estado de inércia.