Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/09/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que as realizações de atividades físicas sejam importantes para o desenvolvimento pessoal, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que o problema do sedentarismo é um fato histórico. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da facilidade provocada pela tecnologia com os novos hábitos, bem como a imparcialidade do Estado acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, com o advento da Revolução Industrial, a partir de 1760, a produção de alimentos e automóveis, por exemplo, foi muito intenso. Desse modo, os novos hábitos foram influenciados, de modo que o acesso fácil pressupõe agilidade. A princípio, a pessoa sedentária prefere alimentos industrializados, desloca somente em carros e não realiza atividades físicas. Por isso é preciso que as pessoas mudem esse cenário, já que esse problema pode acarretar várias outras doenças, como hipertensão, diabetes, obesidade, entre outros. Logo, cabe ao município propor mudanças para melhorar o bem-estar da sociedade.
Sob um segundo enfoque, em virtude dos maus hábitos praticados, é preciso que a imparcialidade do Estado seja dissolvida e, com isso, as organizações de saúde sejam priorizadas para incentivar e avaliar pessoas que estão com o condicionamento físico afetado. Tanto que, segundo o Ministério da Saúde, 150 minutos é o tempo recomendado de exercícios moderados, como musculação, aeróbico ou pilates. Logo, é necessário intervir para resgatar a qualidade de vida das novas gerações.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissionais nutricionistas e personais, para garantir que a população tenha espaços com equipamentos físicos, gratuitos, como forma de incentivar a prática de exercícios, a fim de evitar os problemas acometidos pelo sedentarismo. Além disso, ainda no projeto, é preciso que as pessoas sejam avaliadas, nos hospitais públicos, para verificar o estado de saúde e dessa forma melhorar a expectativa de vida. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.