Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/11/2021
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne o sedentarismo no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de debate e da base educacional precária.
A princípio, a carência de discussão caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, a escritora Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado no combate ao sedentarismo, visto que pouco se fala sobre os riscos do estilo de vida sedentário, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a jornalista.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a base educacional precária. Sob esse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre as doenças geradas pelo sedentarismo, como diabetes e hipertensão, sua visão será limitada, o que dificulta a resolução do problema.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cidadania devem desenvolver palestras em escolas, a serem transmitidas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com pessoas sedentárias e especialistas da saúde, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o sedentarismo como mal do século XXI. Ademais, nesses eventos, é preciso discutir sobre a ausência de debate presente na questão, a fim de erradicar a problemática.